sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Almunía: "Estou disposto a abrir o capital das empresas a países emergentes"
"Baixar salários é um tipo de competitividade que não é próprio de países europeus, disse Joaquín Almunía à entrada da audição da comissão parlamentar de Assuntos Económicos.
O comissário europeu da Concorrência defendeu esta manhã em Lisboa a importância do mercado europeu, mas sublinhou também a necessidade de tratar as economias emergentes com coerência. "Estou disposto a abrir o capital das empresas a países emergentes, como o Brasil ou a Índia, não tem de necessariamente de ser a China", disse Joaquim Almunía numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios.
A mensagem vai ao encontro das contrapartidas exigidas pela China em troca da compra de dívida soberana no último leilão, avançadas hoje pelo Diário Notícia, e que sugerem a participação em bancos e empresas estratégias nacionais.
"Se ficamos muito contentes quando nos leilões de dívida pública aparece um comprador chinês ou japonês", alertou ainda Joaquim Almunía, citado pelo Diário Económico, "não devemos ter uma atitude proteccionista e defensiva perante a possibilidade de os mesmos investidores comprarem activos empresariais ou financeiros a investidores que não são europeus ou de países tradicionalmente industrializados. Há algumas vozes que se revelam contra essa possibilidade quando as suas próprias empresas vão aos países emergentes investir tudo o que podem e ganham tudo o que podem."
O responsável europeu sublinhou que "já não estamos num mundo em que um G7 ou G8 podem decidir tudo" e sublinhou que o euro é a força da Europa. "A crise financeira mundial teria sido muito pior se estivéssemos fora da Europa e do Euro." Entende, contudo, que o mecanismo europeu de resgate anticrise deve ser mais eficaz quando anuncia disponibilidade para intervir, "de forma a convencer os mercados que não vão ganhar a corrida".
Ao início da manhã, antes de ser recebido pelos deputados da comissão dedicada aos Assuntos Económicos, o comissário reiterou que baixar salários não deve ser uma solução a adoptar por nenhum país europeu.
"Baixar salários é um tipo de competitividade que não é próprio de países europeus, disse Joaquín Almunía à entrada da audição da comissão parlamentar de Assuntos Económicos.
O comissário defendeu ainda que Portugal tem de fazer melhor utilização dos seus recursos humanos e novas tecnologias e apostar numa política de consolidação fiscal para ultrapassar as dificuldades da economia.
In "jornal I" em 14.01.2011
Tripulação de navio dinamarquês sequestrada no Golfo de Aden
Um grupo de piratas sequestrou hoje a tripulação de um navio dinamarquês no Golfo de Aden, a cerca de mil quilómetros da costa da Somália, segundo forças navais que abordaram o navio citadas pela imprensa dinamarquesa.
A tripulação é constituída por quatro filipinos e dois dinamarqueses.
A tripulação é constituída por quatro filipinos e dois dinamarqueses.
Paul Krugman considera taxa de juro ruinosa
Paul Krugman considera "ruinosa" taxa de juro do leilão da dívida pública portuguesa
O Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, comentou na quarta-feira o leilão da dívida pública portuguesa, considerando a taxa de juro "ruinosa" e alertando que "mais sucessos [destes] e a periferia europeia será destruída".No seu comentário, Krugman afirma que "considerar um sucesso a capacidade de Portugal colocar obrigações a dez anos a uma taxa de juro de ‘apenas' 6,7% diz alguma coisa do profundo desespero da situação europeia".
O Nobel argumenta que, "se se pensar sobre a dinâmica da dívida, uma taxa de juro tão alta é pouco menos que ruinosa". Adianta, porém, que "não é, de facto, tão má como as pessoas estavam à espera na semana passada, daí o sucesso". Mas alerta: "Mais alguns sucessos e a periferia europeia será destruída."
Berlusconi suspeito de abuso de poder no caso da prostituta menor Ruby
A imprensa italiana noticia hoje que Silvio Berlusconi está a ser investigado por suspeita de abuso de poder na polémica que o envolve com uma prostituta menor.
O diário "Corriere Della Sera" adianta que a procuradoria de Milão está a averiguar suspeitas que apontam para crimes de extorsão e prostituição infantil. Berlusconi é acusado de ter usado a sua influência enquanto primeiro-ministro para tirar a jovem marroquina Karima El Mahroug, conhecida por Ruby, da prisão, convencendo os guardas de que a prostituta era familiar do presidente egípcio Hosni Mubarak. Berlusconi foi acusado de manter relações sexuais com a jovem, na altura com 17 anos, facto desmentido por ambos.
O caso veio pela primeira vez a público em Novembro.
Berlusconi foi hoje intimidado pela justiça italiana. Os seus advogados, Niccolò Ghedini e Pietro Longo, já consideraram a associação de Berlusconi a este caso "absurda e injustificada". Em nota enviada à imprensa italiana, também citada pelo "Corriere Della Sera" dizem que a tese já foi "amplamente refutada por todas as testemunhas e intervenientes."
Dizem ainda que este processo é uma "interferência grave" na vida privada do primeiro-ministro, "inédita na história da justiça do país."
Tunisia: Governo decreta estado de emergência
Polícia dispersa milhares de manifestantes com gás
O Exército tunisino assumiu o controlo do aeroporto internacional de Tunes, ao mesmo tempo que o espaço aéreo acaba de ser encerrado. Estes anúncios surgem pouco depois de o Presidente tunisino, Zine El Abidine Ben Ali, ter anunciado a demissão do seu Governo e o objectivo de marcar eleições legislativas antecipadas num prazo de seis meses. Esta intervenção, por seu turno, seguiu-se aos protestos que reuniram um número sem precedentes de pessoas no centro de Tunes para exigir a partida de Ben Ali.
Ben Ali falara aos tunisinos na quinta-feira à noite para anunciar que não se recandidata em 2014 e prometer reformas democráticas e o fim da censura. Disse também que as forças de segurança não disparariam nem mais uma bala contra os manifestantes que desde meados de Dezembro enchem diariamente as ruas de várias cidades com gritos contra o desemprego e o regime. Palavras que não foram suficientes para muitos tunisinos, que querem ver Ben Ali partir de imediato.
O Exército tunisino assumiu o controlo do aeroporto internacional de Tunes, ao mesmo tempo que o espaço aéreo acaba de ser encerrado. Estes anúncios surgem pouco depois de o Presidente tunisino, Zine El Abidine Ben Ali, ter anunciado a demissão do seu Governo e o objectivo de marcar eleições legislativas antecipadas num prazo de seis meses. Esta intervenção, por seu turno, seguiu-se aos protestos que reuniram um número sem precedentes de pessoas no centro de Tunes para exigir a partida de Ben Ali.
Ben Ali falara aos tunisinos na quinta-feira à noite para anunciar que não se recandidata em 2014 e prometer reformas democráticas e o fim da censura. Disse também que as forças de segurança não disparariam nem mais uma bala contra os manifestantes que desde meados de Dezembro enchem diariamente as ruas de várias cidades com gritos contra o desemprego e o regime. Palavras que não foram suficientes para muitos tunisinos, que querem ver Ben Ali partir de imediato.
Catástrofes Ambientais:cheias no Brasil e na Austrália
Na região do Rio de Janeiro, mais de 500 mortos, no nordeste da Austrália dezenas de mortos. Em ambos os lugares prejuizos de biliões de euros. Será que não haverá mais culpados além dos caprichos da natureza? A que se devem estas mudanças climáticas extremas? Aos países super industrializados ? Não será?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Gekko quer vingança e prepara novo golpe em Wall Street 2
Na continuação do clássico dos anos 80, personagem de Michael Douglas sai da cadeia e envolve o próprio genro
Há 23 anos, o diretor e roteirista Oliver Stone criou um personagem emblemático. Gordon Gekko não apenas deu o Oscar para Michael Douglas. Desde que ele bateu na tela, nas pegadas da crise que assolou o sistema financeiro mundial em 1986, o público e os críticos imediatamente se deram conta de que se tratava de um ícone da nova "América" de Ronald Reagan. O filme era o que os norte-americanos chamam de morality play. Gekko era superado pelo discípulo, um predador econômico ainda mais astuto. Ia preso no fim, já que, hollywoodianamente, nenhum vilão, por mais sedutor que seja, tem direito de escapar incólume.
Gordon Gekko está de volta. Na abertura de Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme, ele está deixando a prisão. Volta para retomar seu lugar, e se vingar. No processo, ganha um novo discípulo, interpretado por Shia LeBeouf, casado com a filha (Carey Mulligan) que quer distância do pai. Gekko vai seduzir o garoto, armar novo golpe. Shia vai cair como um patinho, o que terá reflexos na união com Carey. E como vai reagir papai? Não existe cinema de Hollywood sem segunda chance, você vai ver.'A ganância é eterna', diz o diretor Oliver Stone
Quando conversou com o repórter do Estado, sobre Ao Sul da Fronteira, Oliver Stone não se furtou a comentar também O Dinheiro Nunca Dorme. Para facilitar, é Wall Street 2. Ele contou que sempre foi muito cobrado, com Michael Douglas, para fazer uma sequência daquela história. "Se demorei todo este tempo - mais de 20 anos -, foi porque me faltava um elemento deflagrador." A crise financeira de 2008 foi o estopim que lhe faltava.
Stone recebeu uma saraivada de críticas por Ao Sul da Fronteira. Embora, como ele diz, o filme seja sobre os presidentes da América bolivariana, e não apenas Hugo Chávez, sua recusa em demonizar o dirigente da Venezuela o transformou em persona non grata de muita gente. Pode-se criticar Chávez e até considerá-lo um clown, mas como todo palhaço, isso lhe dá margem para dizer coisas sérias, que não devem ser desconsideradas. Após o ‘apoio’ a Chávez, as críticas de Stone ao capitalismo talvez o transformem num pária, o tipo de cineasta de ‘esquerda’ que a crítica (de direita?) só pensa em exorcizar.
"O sistema (econômico) é desumano, imoral", diz Stone. Por isso mesmo, no começo, o personagem mais íntegro da história - interpretado por Frank Langella, leia entrevista abaixo - comete suicídio. Mais tarde, Stone vai criar uma das cenas mais impressionantes (a mais?) de sua carreira. Ele já fez filmes sobre drogas, guerras. Desta vez, filma o equivalente norte-americano do último baile do império. Você já ouviu falar do famoso baile da Ilha Fiscal, em que a aristocracia, reunida em torno de d. Pedro II, dançava enquanto raiava a República. No filme de Stone, é um baile beneficente, para arrecadar fundos numa dessas campanhas humanitárias com que os poderosos lançam migalhas aos necessitados.
A câmera descreve um amplo movimento pelo salão. O foco está nas orelhas das mulheres. Velhas, jovens, belas, horrorosas, todas ostentam pingentes, diamantes tão valiosos que dariam para cobrir o custo de acabar com a fome do mundo. "É o momento mais irônico do filme", admite o diretor. O fato de, desta vez, o punido ser o personagem de Josh Brolin, que foi seu George W. Bush - em W - , tem algum significado especial, uma crítica, talvez? Ele ri - "Não! Nunca pensei nisso. Ele é um grande ator e eu queria lhe ofertar outro papel que o levasse a testar seus limites."
WALL STREET: O DINHEIRO NUNCA DORME
Nome original: Wall Street: Money Never Sleeps.
Direção: Oliver Stone.
Gênero: Drama (EUA/ 2010, 127 minutos).
publicado no jornal "O Estadão" ( Brasil )
De: Ricky Gervais & Matthew Robinson
Com: Ricky Gervais, Jennifer Garner, Rob Lowe
Veja também: Ricky Gervais em Hollywood: “Stardust”, Matthew Vaughn; “À Noite, No Museu I/II”, Shawn Levy; “Fantasmas Na Cidade”, David Koepp.
Ricky Gervais era um licenciado em filosofia que fazia rádio. Depois, criou “The Office” e “Extras” e tornou-se herói nacional britânico. Mas queria mais e, desde então, tenta o impossível: encaixar o seu humor fora-da-caixa em Hollywood e sair incólume. Mesmo assim, esta é a melhor tentativa. Num mundo onde todos dizem a verdade, um homem diz a primeira mentira. Daí, cresce uma sátira à religião, à ficção, à importância da hipocrisia. Mas, no fim, quando o Ricky britânico desferiria o golpe fatal, o americanizado sucumbe às regras inócuas da comédia romântica. Ainda assim, vale cada cêntimo. Por Gervais, pelos cameos de Tina Fey, Edward Norton e Philip Seymour Hoffman. E pelo prazer de descobrir as pequenas pérolas que passam ao lado dos cinemas.
Fernando Pessoa
Mensagem do desassossego
Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com um o outro. Cada um me contou a narrativa de porque se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e o outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exactamente como se haviam passado, cada um as via com um criterio identico ao do outro, mas cada um via uma coisa differente, e cada um, portanto, tinha razão.
Fiquei confuso d’ esta dupla existencia da verdade.
Livro do Desasocego- Tomo I, edição crítica de Fernando Pessoa, volume XII, edição de Jerónimo Pizarro, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2010, p. 476
Delta do Níger: o crime silenciado
As recentes catástrofes petroliferas no Golfo do México e na costa da China provocaram múltiplas interrogações sobre a viabilidade da extracção petrolifera em alto mar. Sem duvida que o pior derrame de crude da História acontece no delta do Rio Niger, onde há mais de cinquenta anos os constantes derrames tóxicos causam perdas incontáveis de vidas e graves alterações ao meio ambiente.
À volta d.e 10 milhões de barris de petroleo foram dissemonados desde 1960 nas costa da Nigéria, na zona ao largo do Rio Niger, de acordo com informações de 2006 produzidas por especialistas nigerianos, dos EUA e britãnicos, publicado pela agência AFP.
Segundo várias estimativas de ecologistas, a chuva ácida e o persistente odor a gasoil no ar e a escassa fertilidade da terra que em várias zonas está coberta por uma capa viscosa resulta que milhares de pessoas têm que deslocalizar-se.
Desta forma a esperança de vida no delta do Niger anda à volta de menos de 50 anos, quando a média nacional ronda os 60
domingo, 19 de setembro de 2010
Al adquirir una enciclopedia
1869 - Al adquirir una enciclopedia
Aquí la vasta enciclopedia de Brockhaus
aquí los muchos y cargados volúmenes y el volumen del atlas,
aquí la devoción de Alemania,
aquí los neoplatónicos y los agnósticos,
aquí el primer Adán y Adán de Bremen,
aquí el tigre y el tártaro,
aquí la escrupulosa tipografía y el azul de los mares,
aquí la memoria del tiempo y los laberintos del tiempo,
aquí el error y la verdad,
aquí la dilatada miscelánea que sabe más que cualquier hombre,
aquí la suma de la larga vigilia.
Aquí también los ojos que no sirven, las manos que no aciertan las ilegibles páginas,
la dudosa penumbra de la ceguera, los muros que se alejan.
Pero también aquí una costumbre nueva,
de esta costumbre vieja, la casa,
una gravitación y una presencia,
el misterioso amor de las cosas
que nos ignoran y se ignoran.
(Jorge Luis Borges)
Aquí la vasta enciclopedia de Brockhaus
aquí los muchos y cargados volúmenes y el volumen del atlas,
aquí la devoción de Alemania,
aquí los neoplatónicos y los agnósticos,
aquí el primer Adán y Adán de Bremen,
aquí el tigre y el tártaro,
aquí la escrupulosa tipografía y el azul de los mares,
aquí la memoria del tiempo y los laberintos del tiempo,
aquí el error y la verdad,
aquí la dilatada miscelánea que sabe más que cualquier hombre,
aquí la suma de la larga vigilia.
Aquí también los ojos que no sirven, las manos que no aciertan las ilegibles páginas,
la dudosa penumbra de la ceguera, los muros que se alejan.
Pero también aquí una costumbre nueva,
de esta costumbre vieja, la casa,
una gravitación y una presencia,
el misterioso amor de las cosas
que nos ignoran y se ignoran.
(Jorge Luis Borges)
Fernando Pessoa
Mensagem do desassossego
A arte é um esquivar-se a agir, ou a viver. A arte é a expressão intellectual da emoção, distincta da vida, que é a expressão volitiva da emoção. O que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possui-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte. Outras vezes a emoção é a tal ponto forte que, embora reduzida á acção, a acção, a que se reduziu, não a satisfaz; com a emoção que sobra, que ficou inexpressa na vida, se fórma a obra de arte. Assim, há dois typos de artista: o que exprime o que não tem e o que exprime o que sobrou do que teve.
Livro do Desasocego- Tomo I,
A arte é um esquivar-se a agir, ou a viver. A arte é a expressão intellectual da emoção, distincta da vida, que é a expressão volitiva da emoção. O que não temos, ou não ousamos, ou não conseguimos, podemos possui-lo em sonho, e é com esse sonho que fazemos arte. Outras vezes a emoção é a tal ponto forte que, embora reduzida á acção, a acção, a que se reduziu, não a satisfaz; com a emoção que sobra, que ficou inexpressa na vida, se fórma a obra de arte. Assim, há dois typos de artista: o que exprime o que não tem e o que exprime o que sobrou do que teve.
Livro do Desasocego- Tomo I,
Ciganos expulsos de França - e a UE, u é?
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
"A Comissão da UE é co-responsável pela crise moral e política que esta campanha vergonhosa contra os europeus de origem cigana revela: quando Berlusconi começou em Itália, a Comissão calou-se. Não admira que Sarkozy e outros a retomem, por oportunismo ligado às suas dificuldades internas.
Agora basta: a Comissão tem que fazer mais porque esta é uma questão crucial, definidora do que é, ou não é, a UE como projecto democrático, de progresso e baseado nos direitos humanos. Como disse Albert Camus, "a democracia é a defesa das minorias". A Comissão tem de se assumir como guardiã dos Tratados e agir no Tribunal Europeu de Justiça contra os governos como o de Sarkozy que violam o Tratado de Lisboa com políticas xenófobas e discriminatórias como a conduzida contra os cidadãos mais vulneráveis da minoria europeia cigana/rom".
Isto escrevi eu na semana passada num artigo que será esta quinta-feira publicado no "JORNAL DE LEIRIA".
Em debates no PE na semana passada questionamos o Presidente da Comissão e a Comissária responsável pela Justiça e Direitos Fundamentais porque não agiam judicialmente contra o governo de Sarkozy por violação do Tratado de Lisboa quando estão em causa os direitos humanos de cidadãos europeus da minoria cigana, enquanto geralmente se mostram lestos a actuar contra violações da lei europeia em matéria de circulação de bens ou capitais. Ambos se escusaram, invocando pretextos diversos.
Hoje, subitamente, a mesma Comissária Viviane Reding saiu a criticar forte e feio o governo de Sarkosy e ameaçou-o - finalmente - com procedimento judicial.
Nada de substancial mudou entretanto (uma carta do Ministro Hortefeux aos presidentes da Câmaras ordenando o desmantelamento de acampamentos ciganos, que veio a publico nos ultimos dias, só confirmava a já óbvia e vergonhosa estigmatização colectiva da população cigana).
Que mosca mordeu subitamente à Comissária?
É mistério para desvendar nos próximos dias.
Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Publicado pela Dra. Ana Gomes no seu blog "Causa Nossa"
"A Comissão da UE é co-responsável pela crise moral e política que esta campanha vergonhosa contra os europeus de origem cigana revela: quando Berlusconi começou em Itália, a Comissão calou-se. Não admira que Sarkozy e outros a retomem, por oportunismo ligado às suas dificuldades internas.
Agora basta: a Comissão tem que fazer mais porque esta é uma questão crucial, definidora do que é, ou não é, a UE como projecto democrático, de progresso e baseado nos direitos humanos. Como disse Albert Camus, "a democracia é a defesa das minorias". A Comissão tem de se assumir como guardiã dos Tratados e agir no Tribunal Europeu de Justiça contra os governos como o de Sarkozy que violam o Tratado de Lisboa com políticas xenófobas e discriminatórias como a conduzida contra os cidadãos mais vulneráveis da minoria europeia cigana/rom".
Isto escrevi eu na semana passada num artigo que será esta quinta-feira publicado no "JORNAL DE LEIRIA".
Em debates no PE na semana passada questionamos o Presidente da Comissão e a Comissária responsável pela Justiça e Direitos Fundamentais porque não agiam judicialmente contra o governo de Sarkozy por violação do Tratado de Lisboa quando estão em causa os direitos humanos de cidadãos europeus da minoria cigana, enquanto geralmente se mostram lestos a actuar contra violações da lei europeia em matéria de circulação de bens ou capitais. Ambos se escusaram, invocando pretextos diversos.
Hoje, subitamente, a mesma Comissária Viviane Reding saiu a criticar forte e feio o governo de Sarkosy e ameaçou-o - finalmente - com procedimento judicial.
Nada de substancial mudou entretanto (uma carta do Ministro Hortefeux aos presidentes da Câmaras ordenando o desmantelamento de acampamentos ciganos, que veio a publico nos ultimos dias, só confirmava a já óbvia e vergonhosa estigmatização colectiva da população cigana).
Que mosca mordeu subitamente à Comissária?
É mistério para desvendar nos próximos dias.
Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Publicado pela Dra. Ana Gomes no seu blog "Causa Nossa"
http://obamatorio.blogspot.com/
Um blog visceralmente anti-Obama, ou a verdadeira enciclopédia anti-Obama
"Um repositório de informações e de opiniões sobre Barack Hussein Obama em particular, e sobre a sua presidência, a política e a sociedade dos Estados Unidos da América em geral, que não são dadas habitualmente na comunicação social portuguesa, e não só. Um observatório da censura e da propaganda. Um laboratório contra a hipocrisia e a histeria." ( transcrito da apresentação do blogue)
"Um repositório de informações e de opiniões sobre Barack Hussein Obama em particular, e sobre a sua presidência, a política e a sociedade dos Estados Unidos da América em geral, que não são dadas habitualmente na comunicação social portuguesa, e não só. Um observatório da censura e da propaganda. Um laboratório contra a hipocrisia e a histeria." ( transcrito da apresentação do blogue)
O Vittoriano, E' Vietato,
O palácio do Imperador Vitor Manuel, o unificador da Itália, com o monumento ao soldado desconhecido e o Museu Militar.
Roma, A Cidade Eterna
Alguns dias em Roma e uma colecção de fotografias que o "Trópico" vai publicando ao sabor do tempo, conforme a oportunidade, de forma descomprometida e da maneira mais imaginativa que puder e souber.
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