Trópico de Capricórnio

É a linha geográfica imaginária situada abaixo do Equador. Fica localizada a 23º 26' 27'' de Latitude Sul. Atravessa três continentes, onze países e três grandes oceanos.


domingo, 19 de setembro de 2010

Morte de Jimi Hendrix é homenageada em todo o mundo

Exposições, livros, open house, museu e até uma suíte temática num hotel. Não faltam homenagens ao guitarrista Jimi Hendrix, que morreu há exatos 40 anos.
O Handel Museum, em Londres abriu uma exposição chamada Hendrix in Britain que vai até o dia 7 de novembro. Ela conta com roupas, móveis, letras de música e até uma guitarra do artista. Tudo no próprio museu, localizado na 25 Brooke Street.
A instituição também resolveu abrir a casa ao lado, na 23 Brooke Street, que é simplesmente a residência onde o guitarrista viveu com sua namorada Kathy Etchingham. A exposição, no entanto, será apenas até o dia 26 de setembro e os bilhetes já estão esgotados.
Também em Londres, o Hotel Cumberland preparou uma suíte em homenagem ao artista, com paredes pintadas de imagens psicadélicas. Aberta a partir de próxima segunda-feira, a diária custará cerca de 400 libras.
Em Paris, a loja Renoma também montou uma exposição, que vai até o dia 16 de dezembro, e traz cerca de 70 itens entre fotos e roupas de Hendrix, sendo que as imagens estão à venda, por alguns milhares de euros.
Bem mais em conta está o livro “The Experience – Jimi Hendrix in Mason´s Yard”, uma coletânea de 120 fotos em preto-e-branco tiradas por Gered Mankowitz, vendido em livrarias como a Amazon, onde a publicação custa US$ 32.
Outra boa opção, para quem puder esperar, é o box musical “West Coast Seattle Boy - The Jimi Hendrix Anthology", que terá quatro horas de músicas, sendo algumas inéditas. Seu lançamento, porém, está previsto só para o dia 15 de novembro.
Jimi Hendrix morreu no dia 18 de setembro de 1970, com apenas 27 anos de idade e quatro de carreira. Embora as versões de sua morte sejam discutidas até hoje, a oficial é a de que o herói da guitarra tenha se afogado no próprio vômito, após ingerir um coquetel de soníferos e muito vinho tinto.

Jornal "Estadão" ( Brasil )

Inheerent Vice ( Narração de Thomas Pinchon)

Vício de Pynchon
O novo romance de Thomas Pinchon, um dos gurus da literatura americana actual.
A tradução portuguesas de Vício Intrinseco (Bertrand), de Thomas Pinchon chega às livrarias no dia 8 de Outubro.


Criatividade em vídeo


Seaweed from Tell No One on Vimeo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Chile estuda alternativas para adiantar resgate


A máquina X-Trata 950 que vai perfurar a rocha da mina
Túnel por onde os mineiros deverão sair começa a ser escavado ainda hoje. Governo nega notícias de que estará concluído em 60 dias.

O resgate dos 33 mineiros presos a cerca de 700 metros de profundidade no Chile vai levar três a quatro meses. Este foi o prazo indicado oficialmente desde que eles foram encontrados com vida. Contudo, segundo o jornal La Tercera, o Governo chileno foi informado de que a operação pode levar apenas dois meses. O ministro das Minas, Laurence Golborne, negou este dado, mas responsáveis admitem que estão a estudar alternativas para antecipar o resgate.

Segundo uma fonte do comité técnico que supervisiona os trabalhos de salvamento, os engenheiros teriam 60 dias, a contar do início da perfuração do túnel vertical de saída, para o concluir. Isso implicava começar a retirar os mineiros do interior da mina em fins de Outubro, revela o La Tercera, já que a máquina Strata 950 deve entrar hoje em funcionamento.
"A informação técnica é clara: o prazo estabelecido em detalhe com os técnicos é de três ou quatro meses", afirmou Golborne à rádio Cooperativa. "Até ao momento não há uma alternativa, como diz a informação da imprensa, que permita retirá-los em 30 dias", acrescentou o ministro. Os trabalhadores estão presos há 24 dias (o acidente foi a 5 de Agosto).
O responsável das perfurações de resgate, André Sougarret, indicou contudo que estão a ser avaliadas alternativas para reduzir o prazo do resgate. Uma delas passa por pedir aos mineiros que subam até perto do local onde ocorreu o desabamento, encurtando para metade o tamanho do túnel vertical que seria preciso perfurar e, portanto, o tempo necessário para os retirar.
Está ainda a ser pensada a construção de uma segunda via de saída, recorrendo a outra máquina. Seria uma escavadora modelo Schramm T-130, com capacidade para construir um túnel com 75 centímetros de diâmetro, ao ritmo de 20 metros por dia. O seu transporte para a mina de São José levaria três dias.
Por enquanto, os técnicos estão satisfeitos por terem conseguido criar um terceiro furo para uma nova sonda paloma. Este termina directamente na oficina que tem sido o centro de operações dos mineiros, que ontem receberam imagens vídeo dos seus familiares, em resposta àquele que fizeram na véspera. Uma das principais preocupações dos que estão à superfície é a saúde psíquica dos mineiros, sendo que pelo menos cinco apresentaram sinais de depressão - insónias, falta de apetite e vontade de isolamento.

Publicado no joernal "O Publico" em 29 Agosto 2010

Imágenes de los mineros chilenos

S. Kruger - News and Events

Tom Waits e Keith Richards - duas recriações impressionantes do artista plástico S. Kruger

Existe manipulação das massas?

Existe uma tradição de origem marxista que afirma que o povo é manipulado no sentido em que são usados vários tipos de distracções para desviar as atenções daquilo que realmente é importante. Os exemplos mais usados são os desportos, as revistas cor-de-rosa, etc. Tudo isto, argumenta-se, são apenas objectos de manipulação das massas.

Ainda que seja verdade que muitas vezes as pessoas possam distrair-se daquilo que realmente é importante devido a esta manipulação, o argumento cai em pelo menos quatro erros. Em primeiro lugar, exagera o grau de distracção que estes objectos possam causar. Mesmo que eu me distraia da política (que parece ser o que é realmente importante) eu não fico completamente ausente, não estou noutro mundo por causa disso. Isto é, mantenho, de algum modo, as minhas preocupações e não esqueço que realmente existem problemas. O futebol não me faz esquecer nem na totalidade nem em grande parte os problemas com que tenho de lidar. É, aliás, pouco intuitivo afirmar que se eu tiver cancro, esqueço-me que o estado não me apoia porque me tento distrair com um jogo de futebol.
Um segundo erro é que este argumento considera que os indivíduos não têm nenhum grau de autonomia. Lembro-me de ouvir comentar que o Primeiro-Ministro José Sócrates anunciou algumas medidas fiscais pouco antes do jogo do Benfica começar. É claramente uma manobra de distracção, mas quem escolhe ver o Benfica em vez de ouvir o Primeiro-Ministro está a fazer uma opção que ninguém o obriga a fazer. É óbvio para qualquer pessoa que as palavras do Primeiro-Ministro são mais importantes, mas se ainda assim se escolhe ver o futebol, essa pessoa é inteiramente responsável por essa opção.
Em terceiro lugar, poder-se-ia argumentar que as pessoas não têm acesso à informação devida e, por essa razão, optam por ver o Benfica em vez de ouvir o Primeiro-Ministro. No entanto, isto é falso - a informação existe todos os dias de forma acessível através da televisão, internet, jornais e outros meios.
Em quarto lugar, o argumento parece assumir que qualquer distracção é um erro. Faz parte das nossas vidas usufruir daquilo que gostamos. O facto de eu gostar de ir ao cinema ou de seguir um desporto não implica que eu não esteja importado com o resto. Tenho o direito de optar e fazer aquilo que gosto.
Em conclusão, existe claramente uma tentativa de manipulação por parte das elites políticas; mas a tentativa é insuficiente para manipular as pessoas normais. Os políticos podem dar ópio para fumar, mas só fuma quem quer.

Publicada por Luís Carlos Rodrigues em 28 junho 2010.

Deve a Pornografia ser abolida?

Há vários argumentos a favor da proibição da pornografia. Vou considerar aqui os três que me parecem ser mais importantes. O primeiro argumento é que usar a sexualidade como emprego é moralmente errado. No entanto, numa sociedade em que se valoriza a liberdade este tipo de argumento não pode funcionar - trata-se de uma decisão autónoma e é prioridade das sociedades actuais deixar os indivíduos viverem como bem entendem, se isso não prejudicar terceiros
O segundo argumento é normalmente defendido por feministas: a pornografia é um modo de sujeição das mulheres e cria ilusões acerca daquilo que as mulheres realmente querem; consequentemente, é a causa de bastantes violações e comportamentos violentos da parte dos homens. Além disso, cria nas mulheres um comportamento que as diminui e que serve para beneficiar os homens.
Em resposta, pode afirmar-se que a correlação entre violações, comportamentos violentos e subjugação das mulheres por causa da pornografia é bastante fraca. Não existem dados que o demonstrem. Suspeito aliás que a pornografia pode ter tido algum papel na libertação sexual das mulheres no sentido em que liberou o comportamento sexual para ambos os sexos. Além disso, se a ficção tivesse um impacto mais forte do que a realidade, ter-se-ia de desconstruir toda a ficção que se produz.
Outro argumento feminista é que as mulheres que optam pela pornografia (ou pela prostituição) normalmente são mulheres que não têm qualquer outra opção. Admito que em alguns casos possa ser verdade, mas duvido que esta seja a regra. A opção, pelo menos nos casos de pornografia, é feita porque o salário é mais alto do que outros empregos. É pouco provável que as actrizes pornográficas não pudessem ser empregadas de mesa, por exemplo. Este argumento cai ainda no preconceito de que usar o sexo enquanto emprego é errado. No entanto, como vá afirmei acima, é simplesmente um preconceito. Além disso, parece-me que tirar a opção monetária às mulheres e aos homens que teriam de optar por carreiras menos remuneradas, caso não tivessem esta opção.

Publicada por Luís Carlos Rodrigues em 28 junho 2010

Apontamentos sobre Poder e Política

As relações de poder sempre existiram em todas as sociedades, são um elemento constitutivo da própria trama social. A política só existe quando esse poder explícito é questionado, quando as insituições e as leis da sociedade são postas em causa e interrogadas quanto à sua justiça. A democracia é por isso o regime político por excelência, ou melhor, a democracia é a possibilidade da política. A democracia (e a actividade política) é o espaço do partilhável e do participável e não o domínio de especialistas. A política é a afirmação sem reticências , tal como dizia Aristóteles, da capacidade de todos para governar e ser governados, é a actividade daqueles que não têm nenhum direito especial para o fazer, seja esse direito adquirido por filiação, pelo saber, ou pela força.

Publicada por Helder Santos em 29 junho 2010

Fidel troca impressões com cientistas cubanos sobre o perigo nuclear


Cuba: Fidel de novo em acção ?


ENVOLVIDO em sua batalha incessante de informar o mundo sobre o perigo de uma guerra nuclear e conseguir dissuadir o presidente Obama que não puxe o gatilho, o comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz teve, segunda-feira, 23 de agosto, um encontro com cientistas cubanos para falar sobre as armas nucleares e o perigo de uma conflagração nuclear.
Durante duas horas, o líder da Revolução trocou critérios e fez inúmeras perguntas aos responsáveis cubanos pelas diversas pastas 

Alguns dos temas  analisados no encontro foram Hiroshima e Nagasaki, as bombas de urânio, plutônio e hidrogênio, a capacidade nuclear militar das grandes potências, a área de radioatividade que pode provocar a detonação de uma bomba nuclear, de acordo a sua potência, o afundamento do submarino nuclear russo, em 2000 e o chamado "inverno nuclear".
Fidel evocou os dias da Crise de Outubro de 1962, o processo que levou ao acordo de desdobrar os mísseis soviéticos em Cuba, o perigo que pairou sobre nosso país e o mundo, os erros de Jruschov e Kennedy. "O próprio Kennedy estava horrorizado de quão perto esteve a guerra", assinalou.
"Não nos interessava ter mísseis aqui, nem ter uma base. Interessava-nos mais a imagem do país. Uma base soviética desvalorizava a imagem da Revolução, sua capacidade de influir em nossa região. Por que aceitamos?... Para nós era muito difícil. Mas era uma questão de internacionalismo". E lembrou da reunião com a direção revolucionária onde expôs que "se estávamos esperando que o campo socialista se sacrificasse e lutasse por nós, devíamos estar dispostos a sacrificar-nos por eles".
A recordação histórica serviu-lhe para analisar os perigos do presente, com quase 25 mil bombas nucleares: "Não parece coisa de loucos?", perguntou aos cientistas. Neste pequeno planeta basta com 100 bombas para provocar um inverno nuclear. Isso não é próprio de gente sensata".
Mais adiante realçou: "Parece que esta vai ser a primeira guerra do mundo; e a história humana não conhece outra coisa do que a guerra. Assim que o hombre teve um porrete, se dedicou a fazer guerra. Todos esses raciocínios são errados, e por isso estou me esforçando para tratar de dissuadir acerca do perigo. Quem sabia, até há pouco, do perigo de guerra? Quem falou disso? Quem controla todos esses meios de comunicação no mundo?".
"Aqui tudo vai depender de um homem; não porque seja poderoso, mas sim porque é o único que tem a faculdade de puxar o gatilho. Se não puxar, todo mundo vai agradecer, vão agradecer até os milionários; vai agradecer até Israel", concluiu o comandante-em-chefe suas valorizações, com a convicção de que os cientistas também podem ajudar imenso nesta batalha de tomada de consciência acerca dos graves riscos para a humanidade.

Versão portuguesa do Granma Digital Internacional

www.diaspora.com


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Para concorrer com o Facebook 

A erupção do vulcão Sinabung na ilha de Sumatra,na Indonésia, obriga a evacuar 12.000 pessoas

 O vulcão, de 2.451 de altitude, entrou em erupção à meia noite tendo lançado uma coluna de fumo e cinza de cerca de 1.500 metros de altitude e expelindo  lava que está a afectar os bosques e os campos agricolas à volta segundo indica o centro de vulcanologia indonésio. É a primeira vez desde há 400 anos que expele lava e cinza. As autoridades indonésias já declararam o estado de alerta máximo.

«Iniciativa Cordova» quer construir uma mesquita perto do »Ground Zero»

A  polémica à volta da construção de um complexo cultural islâmico, a dois quarteirões do Ground Zero, põe a nu do modo mais cru «mixed feelings» da América, enquanto país de liberdade e a pátria da imigração desde a sua formação como Estado livre e soberano.
A diversidade cultural e religiosa está na matriz da América. Limitar essa diversidade seria uma grande contradição para o «melting pot» americano. Se há marca diferenciadora do que são os EUA é a diversidade mesmo que, por vezes, essa pluralidade arraste consigo alguma perturbação.
Mas a verdade é que o fantasma do terrorismo islâmico está ainda muito presente, sobretudo na memória dos nova-iorquinos.
«Neste país tratamos todos por igual, em conformidade com a lei, sem ter em conta raça ou religião», apontou o Presidente Barack Obama.Os democratas têm sublinhado a questão da igualdade de tratamento de todas as religiões.
O caso não é para menos: de acordo com as pesquisas, cerca de 70 por cento dos norte-americanos estão contra a construção de um complexo de 15 andares, prevista para um local onde existia um antigo edifício de fachada neo-renascentista.
O projecto, financiado pelo investidor Sharif el-Gamal, é da «Iniciativa Cordova», que tem nos seus objectivos a melhoria das relações Islão-Ocidente.
Obama tem insistido na necessidade de não se confundir os «terroristas islâmicos», uma minoria, com os muçulmanos, que «sempre fizeram parte da América». Mas muitos continuam a não conseguir separar as águas – e colocam a posição racional de Obama num lugar estranhamente minoritário.
Era difícil imaginar maior prova de fogo a essa capacidade americana de absorver a diferença, mesmo quando esta pode estar tão próxima da face do inimigo: construir uma mesquita na Baixa de Manhattan, muito perto do epicentro do terror ocorrido a 11 de Setembro de 2001.
Será que na América ainda cabem mesmo todos?»

Lula & Dilma: sucessão à vista

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1650519&seccao=CPLP

E se ele se recandidatar em 2014? A oposição entra em pãnico antevendo a dinastia Lula da Silva

New Orleans, cinco anos depois do Katrina

Barack Obama : começou a queda? Levará atrás de si o Partido Democrata?


A Queda de um Anjo?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Anistia Internacional e a pena de morte


O seguinte vídeo foi produzido com a intenção de alertar o público sobre o grande número de países que ainda aplicam a pena de morte: 58. O grupo Pleix, que dirigiu a animação, disse que se inspirou no logotipo da Anistia Internacional, uma vela acesa.
Grande parte das cenas foi feita em computação gráfica, pois só assim eles conseguiram o efeito de derretimento desejado.





Amnesty International - Death Penalty from Blink on Vimeo.

10MW Aerogenerator X © Wind Power Limited & Grimshaw by Wind Power Limited


10MW Aerogenerator X © Wind Power Limited & Grimshaw from Wind Power Limited on Vimeo.

Mega-turbina eólica "offshore" pode iluminar 8000 habitações É mais uma proposta a juntar a outras para a construção de mega-turbinas eólicas em offshore (mar aberto). O Aerogerador X, como foi baptizado pelos seus criadores (Wind Power Limited), vai ter uma capacidade instalada de 10 megawatts (MW).

Para se ter uma ideia mais precisa de quanto isto pode representar, basta dizer que que a electricidade limpa gerada por uma mega-tubina eólica como esta poderá ser a suficiente para abastecer 8000 habitações portuguesas.
Em termos de impacto visual é importante referir que este aerogerador tem apenas metade da altura de outros, de igual potência, mas de eixo vertical. No entanto, de ponta a ponta, esta turbina mede 275 metros. A sua configuração, de aspecto futurista, proporciona maiores facilidades nos trabalhos de manutenção, garantem os projectistas.
As primeiras versões deste projecto são esperadas, segundo os promotores, já para 2013, 2014.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Combat Outpost Keating"

      "Combat Outpost Keating" ou a realidade da guerra    

O posto foi inaugurado em 2006, no distrito de Kamdesh Nurestão , uma área de escarpas de montanhas , florestas densas e canyons profundos , com uma população suspeita e estranha .
As condições do posto avançado ,estão extraordinariamente detalhadas, ao longo de quase três anos, e muitas das frustrações que ilustram o esforço aliado : o nivel moral de tropas baixo, afegãos como parceiros incertos e uma revolta em crescendo , determinação e sua capacidade de ameaça .
O pequeno posto era isolado, e exposto, em terreno alto , composto de uma rede de pequenos pontos de fogo. A área, perto da fronteira com o Paquistão , era suspeita de ser um corredor de insurgentes .
Alguns relatos iniciais da área eram optimistas. Embora fosse evidente desde o início que havia  poucas tropas para o posto avançado, bem como de outros sua espécie.
A situação da segurança foi, numa palavra, mau . O caminho para a base foi negligenciado. Por terreno elevado, todo o tráfego estava vulnerável para  emboscadas . A maioria dos movimentos de tropas e material era feito por helicópteros , ficando expostos ao fogo de chão .
Helicópteros de transporte eram escassos . Helicópteros de ataque , que poderiam  fornecer apoio de fogo , se o posto fosse  atacado , estavam baseados em Jalalabad , mais do que um  voo de 30 minutos .

O Afganistão : Da URSS aos EUA


O conflito no Afeganistão

1979 A União Soviética invade o Afeganistão. Mujahedeen - combatentes islâmicos - de todo o mundo , incluindo Osama bin Laden , vêm para lutar contra as forças soviéticas.
1989 Últimos soldados soviéticos deixam o Afeganistão.
1996 Os Talibã assumem o controle do Afeganistão, impoem a lei islâmica fundamentalista . Bin Laden refugia-se no país.
Setembro 2001 Depois dos ataques de 11/9 , o presidente George W. Bush dá um ultimato aos talibã para que entreguem Bin Laden . Os talibãs  recusam , e em outubro os E.U. lideram uma campanha que expulsa os Taliban para fora das grandes cidades do Afeganistão até o final de do ano.
2002 Hamid Karzai torna-se presidente interino do Afeganistão. Os talibãs continuam a guerra de guerrilha , perto da fronteira com o Paquistão.
2004 Nova Constituição é ratificada , tornando o Afeganistão um Estado islâmico com um presidente forte. Mais tarde , Karzai vence a primeira eleição presidencial do país .
Fevereiro 2009 Sob ordens do presidente Obama 17.000 tropas adicionais seguem para o Afeganistão.
Agosto 2009 Presidente Karzai reeleito numa votação marcada pela fraude.
Dezembro 2009 Sob as ordens do presidente Obama são enviados mais 30.000 soldados em 2010 , somando uma força total para cerca de 100 mil americanos .

The War "on line"


Mais de 91 mil documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão foram revelados ontem. O jornal norte-americano "The New York Times", o inglês "The Guardian" e a revista alemã "Der Spiegel" tiveram acesso há semanas, através do site Wikileaks, a documentos sobre o conflito entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009

Os documentos sugerem que a situação no terreno é mais delicada do que o Governo norte-americano anuncia. Há um número de mortes não confirmado publicamente, as forças dos taliban têm mísseis capazes de seguir o calor e há fortes indícios do apoio dos serviços secretos paquistaneses aos taliban.

Os documentos também mostram que existe uma unidade de forças especiais concentrada em encontrar líderes dos taliban para os “matar ou capturar” sem um julgamento. O número de vítimas feitas pelos rebeldes afegãos também é superior aos dados oficiais – segundo os documentos os ataques destas forças já fizeram duas mil mortes.
A administração norte-americana já reagiu à publicação destes documentos. Os Estados Unidos “condenam fortemente a publicação de informação secreta por indivíduos e organizações que põem em risco as vidas dos americanos e dos nos nossos parceiros, e ameaçam a segurança nacional”, disse o general James L. Lone, conselheiro de defesa da Casa Branca.
“O Wikileaks não fez nenhum esforço para nos contactar sobre estes documentos – a Administração dos Estados Unidos foi informada por órgãos de informação que estes documentos iriam ser publicados”, explicou o general.
O Wikileaks é um site dedicado a publicar documentos secretos para denunciar a corrupção dos estados.
Apenas estes três jornais receberam os documentos da Wikileaks que são de uma fonte desconhecida. O Wikileaks disse que decidiu atrasar a publicação de 15 mil relatórios dos arquivos como “um processo para minimizar o dano feito, a pedido da nossa fonte”. Segundo o "Der Spiegel" os editores dos três jornais foram “unânimes no interesse público deste material que justifica a sua publicação”.
A publicação do material já está a ter impacto na forma como a opinião pública avalia a política militar de Obama para o Afeganistão. “Mesmo que estes documentos sejam ilegais, eles levantam perguntas sérias sobre a realidade da política americana para o Afeganistão e o Paquistão”, disse o senador democrata John Kerry, citado pela BBC News.
Mas o general James L. Jones insiste que as revelações prejudicam em particular a anterior Administração. “A 1 de Dezembro de 2009 o Presidente Obama anunciou uma nova estratégia com uma substancial aumento em recursos para o Afeganistão, e aumentou o foco nas regiões protegidas da Al Qaeda e dos Talibã no Paquistão, precisamente devido à situação grave que se foi desenvolvendo ao longo dos anos”, explicou.
A guerra no Afeganistão teve início em 2001 depois dos ataques do 11 de Setembro.

Publicado no jornal "O Publico" em 27.07.2010

Wikileaks revela milhares de documentos sobre a guerra do Afganistão



  



No Afeganistão, a lei de Murphy é mesmo para levar a sério. As coisas já estavam más - Junho foi o mês mais mortífero para os soldados da Aliança e o general McChrystal, o arquitecto da nova estratégia, disse adeus ao teatro de guerra depois de ter disparado em todas as direcções. Agora ficaram ainda piores com a revelação de mais de 90 mil documentos "secretos" sobre a guerra no Afeganistão. As pilhas de informações secretas ontem publicadas mostram à opinião pública internacional uma história de guerra que não é exactamente igual à que tem vindo a ser contada. Naquela que já é considerada a maior fuga de documentos militares da história americana, a Wikileaks - um site especializado na divulgação de material sensível e que já se tornou o maior pesadelo para governos e empresas - faz revelações com grande impacto do ponto de vista estratégico (como a interferência do Paquistão e do Irão no apoio aos talibãs); militar (como os Estados Unidos terão encoberto o facto de os talibãs terem em seu poder mísseis terra-ar); e mediático (144 operações aliadas fizeram vítimas civis sem nunca terem sido reportadas).

As informações passadas pela Wikileaks vieram ontem escarrapachadas nas manchetes de três jornais internacionais, o "The New York Times", o "The Guardian" e a "Der Spiegel". A escolha não aconteceu por acaso; trata-se de um título do maior contribuinte líquido para a guerra (Estados Unidos), outro do maior contribuinte europeu no esforço de guerra (o Reino Unido) e, por fim, da maior potência europeia (a Alemanha).
Dedo paquistanês e iraniano Grande parte dos documentos foi escrita por oficiais no terreno. E se algumas informações não são passíveis de verificação e levantam mesmo algumas dúvidas (provenientes de informadores pagos), outras há que pouca surpresa causam junto dos analistas. É o caso do envolvimento do Paquistão - a quem Washington passa um cheque de mil milhões de dólares por ano - na guerra, mas do lado dos talibãs. Os serviços secretos paquistaneses, ISI, bem como altos comandos militares de Islamabad terão facilitado sempre a passagem dos grupos rebeldes na porosa fronteira entre os dois países. Mas a lista não fica por ai: a ISI é acusada de ter dado mil motas a um senhor da guerra que posteriormente as utilizou em ataques suicidas e ainda de ter participado na arquitectura numa série de espectaculares atentados contra as figuras políticas afegãs, incluindo o presidente Hamid Karzai.
Também o Irão, de acordo com um relatório das forças da NATO, terá treinado, equipado e financiado os talibãs com o objectivo de aumentar a sua influência no país. 1340 euros foi quanto Teerão alegadamente ofereceu pela cabeça de cada soldado afegão. Outras centenas de documentos sustentam que pode ter sido o Irão a equipar os talibãs com um avançado sistema de mísseis terra-ar cuja existência os militares americanos encobriram para não causar alarme.
Uma guerra de erros Os documentos revelados ontem mostram também como a imagem desta guerra é estranhamente limpa, quando a sua verdadeira face é uma enorme confusão constituída por múltiplos episódios de morte, brutalidade, medo e frieza.
Pela primeira vez é revelada a existência de uma unidade secreta de forças especiais - a "Task Force 373" - criada com o objectivo único de capturar ou assassinar uma lista com mais de dois mil líderes talibãs ou da Al-Qaeda. Por vezes, os alvos foram simplesmente assassinados sem qualquer tentativa de captura. A TS 373 matava tudo o que estivesse no caminho para os seus alvos: homens, mulheres, crianças e até polícias afegãos.
A 11 de Junho de 2007 a unidade foi enviada aos arredores de Jalalabad para capturar ou matar Qarl Ur-Rahman, um comandante talibã. À medida que se aproximavam do alvo, alguém os iluminou com uma tocha, o que provocou uma imediata troca de tiros com um alvo desconhecido, sendo requisitada a intervenção do avião AC-130, que bombardeou a zona. Os norte-americanos descobriram depois que estavam a disparar contra polícias afegãos, sete dos quais morreram e quatro ficaram feridos.
Os erros são vários e estão espalhados pelos documentos, que mostram também como os acontecimentos eram deliberadamente mantidos secretos. Quatro meses depois de terem morto sete crianças dentro de uma madraça, por exemplo, os "TS 373" confrontaram lutadores afegãos numa aldeia chamada Laswanday. Durante o o ataque pediram que fosse bombardeada uma das casas. Resultado: 12 soldados norte-americanos feridos, duas adolescentes e um rapaz de dez anos feridos, uma rapariga morta, uma mulher morta, quatro homens civis mortos, um burro morto, um cão morto, várias galinhas mortas, nenhum inimigo morto, nenhum inimigo ferido.
O presidente Karzai já se tinha queixado que as tropas norte-americanas tratavam as vidas afegãs como "baratas". No total, existem 144 entradas nestes documentos que relatam vários erros que acabaram em tragédias civis, com centenas de mortos, até agora mantidos em segredo. Os erros eram de tal forma habituais que existia mesmo um sistema de compensação para as famílias das vítimas, que podia ir de mantimentos até 1800 euros por cadáver.
Perante as revelações, e depois de tantas promessas de resultados, há pelo menos uma pergunta na cabeça dos decisores políticos: 2010 ainda poderá ser o ano decisivo para a NATO no Afeganistão? Fuga de informação revela verdadeira face de uma guerra de erros, falhas humanas e interferência externa

Publicado no jornal "I" de 27 de Julho de 2010

O conflito do Afganistão


As datas do conflito
Cinco anos na história do conflito afegão2004


9 de Outubro Hamid Karzai é eleito Presidente do Afeganistão. A eleição é considerada válida.
2005
Abril Um jornal australiano noticia a morte, não confirmada, de Bin Laden. No Outono, a CIA desactiva a unidade que perseguia o líder da Al Qaeda, que continuará a viver no Paquistão.
2006
Novembro O Conselho de Segurança das Nações Unidas alerta para o risco de o Afeganistão vir a tornar-se um Estado falhado, devido ao aumento da violência taliban e ao crescimento do tráfico de droga.
2007
4 de Março Pelo menos 12 civis são mortos por marines norte-americanos em Shinwar. A investigação mostra que houve uso excessivo da força. Em 2009, 2412 civis afegãos perderam a vida devido aos combates.
2008
4 de Novembro Barack Obama é eleito Presidente dos Estados Unidos, pondo fim à era Bush.
2009
15 de Junho O general Stanley McCrystal assume o comando da ISAF, que acumula com o das forças americanas. Encarregado de implementar a estratégia de Obama, demite-se em Junho de 2010, por ter feito declarações polémicas a uma revista.
20 de Agosto. As eleições presidenciais são ganhas por Karzai, apesar das provas evidentes de fraude eleitoral.

domingo, 25 de julho de 2010

Louis: A Silent FIlm

Louis é um filme mudo dirigido por Dan Pritzker , interpretado por Jackie Earle Haley, Shanti Lowry e Anthony Coleman, e fará sua estréia nas cidades E.U. no final de agosto , com acompanhamento musical ao vivo de Wynton Marsalis,  com o pianista Cecile Licad e 10 peças all-star jazz ensemble . Marsalis irá desenvolver um reportório composto principalmente por composições próprias . Licad vai tocar a música do século 19 do compositor americano LM Gottschalk . O grupo irá apresentar-se ao vivo com o filme numa série de espectáculos especiais em Nova York , Chicago, Washington, Detroit e Filadélfia.

Filmado pela vencedora do Oscar de fotografia Vilmos Zsigmond como uma moderna reinvenção do cinema mudo cedo, Louis é uma homenagem a Louis Armstrong , Charlie Chaplin, às mulheres bonitas e do nascimento da música americana. Os bordéis da grande Storyville , as ruelas e cemitérios de 1907 em New Orleans fornecem um cenário de luxúria, sangue e magia para os 6 anos de idade Louis (Anthony Coleman ), como ele navega nos meandros colorido da vida na cidade. Os sonhos do jovem Louis de tocar trompete são interrompidos por um encontro casual com uma menina linda e vulnerável chamado Grace ( Lowry ) e seu bebê, Jasmine. Haley  tem uma performance que lembra as grandes estrelas de quadrinhos do cinema mudo.
"A idéia de acompanhar um filme mudo contando um conto mítico de um jovem Louis Armstrong era atraente para mim ", disse Marsalis. "Naturalmente, chamando-o de um filme mudo é um equívoco - , haverá muita música , jazz e é como uma conversa entre os jogadores de modo que não haverá falta de diálogo. "

sábado, 24 de julho de 2010

Cervantes

—La libertad, Sancho, es uno de los más preciosos dones que a los hombres dieron los cielos; con ella no pueden igualarse los tesoros que encierra la tierra ni el mar encubre; por la libertad así como por la honra se puede y debe aventurar la vida, y, por el contrario, el cautiverio es el mayor mal que puede venir a los hombres . Digo esto, Sancho, porque bien has visto el regalo, la abundancia que en este castillo que dejamos hemos tenido; pues en mitad de aquellos banquetes sazonados y de aquellas bebidas de nieve me parecía a mí que estaba metido entre las estrechezas de la hambre, porque no lo gozaba con la libertad que lo gozara si fueran míos, que las obligaciones de las recompensas de los beneficios y mercedes recebidas son ataduras que no dejan campear al ánimo libre . ¡Venturoso aquel a quien el cielo dio un pedazo de pan sin que le quede obligación de agradecerlo a otro que al mismo cielo !


 Miguel de Cervantes 1838

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Inside the White House : O impossivel pode não bastar


Completam-se hoje 18 meses da investidura presidencial de Barack Obama. Um ano e meio depois de se ter feito História, permanece a dúvida: as coisas estão a correr bem ou... nem por isso? Não há apenas uma resposta certa. Há, isso sim, vários modos de encarar um amplo leque de questões. Aqui ficam algumas pistas.
Se olharmos para o plano das realizações, não deveria haver lugar para grandes hesitações: Barack Obama conseguiu, em menos de metade de um mandato na Casa Branca, mais avanços históricos do que qualquer antecessor que tenha tentado resolver enormes questões como o acesso à Saúde de milhões de americanos que passaram décadas sem o ter, ou como a regulação efectiva de Wall Street.
Contra muitas previsões, lançadas de forma claramente precipitada, a verdade é que o 44.º Presidente dos EUA já conseguiu deixar o seu legado para futuras gerações de americanos, em dois temas que foram centrais na poderosa mensagem de mudança que lançou nos dois anos da sua caminhada rumo à Presidência: a Reforma da Saúde (aprovada a 21 de Março, depois de ter sido dada como perdida por três ou quatro vezes, nos meses anteriores) e a Reforma do Sistema Financeiro, batalha que chegou a parecer relegada para segundo plano durante o primeiro ano do mandato, mas que acabou de ser concretizada, com sucesso, com a recente votação de 60-39 no Senado.
Estes dois exemplos não são meros expedientes de um qualquer governante: são dois avanços cruciais para que a narrativa desenvolvida por Obama enquanto candidato, e prolongada agora como Presidente, possa vir a ter um desenlace positivo, quando chegar a hora de prestar contas ao eleitorado.
E são, também, dois triunfos improváveis para um Presidente que continua a ter diversos anticorpos junto de grupos de influência muito poderosos, numa realidade tão diversa e tão complexa como é a sociedade norte-americana.
Se nos focarmos neste primeiro ângulo de análise, o das realizações objectivas de um Presidente que se propôs a fazer cumprir uma agenda transformadora para a América, não deveria haver, por isso, margem para dúvidas: Obama já conseguiu muito em muito pouco tempo.
Conseguiu, aliás, o que os seus antecessores democratas (Jimmy Carter e Bill Clinton) tentaram e não conseguiram. Carter teve a sua oportunidade durante quatro anos (1977-1981), Clinton teve-a durante oito (1993/2001) – e ambos não foram capazes de convencer o Congresso em temas tão fracturantes como os que Obama deu prioridade neste ano e meio.
O fantasma de vir a ser um «novo Carter», que muitos republicanos e mesmo alguns democratas «blue dogs» lançaram sobre Obama nos últimos meses, é, por isso, disparatado. Basta olhar para a realidade.

Maldita Economia

O problema é que, na sociedade de sentenças imediatas em que vivemos, o «reality check» pode não bastar. Como na história da mulher de César, também na política moderna, mais importante do que ser é... parecer.
E o que tem parecido, em vários períodos deste último ano e meio, é que Obama tem tido sérias dificuldades de manter o controlo da situação.
Se recuarmos aos gloriosos tempos da campanha presidencial de 2008, em que o então nomeado democrata impressionava com o estilo «No Drama Obama», isso não estava, claramente, no programa.
E chega a parecer estranho: como é que o político mais 'cool' de que há memória deixou que essa marca se lhe colasse à pele? Como é que o «tipo incrivelmente calmo» (a expressão é da sua mulher, Michelle) não consegue recuperar o rótulo de «predestinado», a aura de «invencibilidade» de que gozava até 4 de Novembro de 2008?
As dúvidas acima expostas são profundas e exigirão abordagens mais extensas em próximos textos. Mas se a resposta tiver que ser dada só numa frase, bem ao estilo do imediatismo a que todos estamos condenados, ela aparece em duas palavras: maldita Economia.
A era Obama, que no auge da vitória eleitoral parecia indicar um caminho redentor (quase Messiânico) tem sido, acima de tudo, a era da crise económica. Do estigma do desemprego. Do medo da Grande Depressão – que terá sido evitada por uma unha negra, mas que não nos livra de uma longa e penosa estagnação.
E lá voltamos à questão do confronto entre a realidade e a espuma. Entre o Ser e o Parecer. Um rápido 'flashback' pelos primeiros meses da Administração Obama são suficientes para nos recordar que a enorme intervenção federal terá sido decisiva para evitar o descalabro.
O «stimulus package», que tantas energias políticas fez gastar na primeira fase da Presidência Obama, engoliu a agenda dos primeiros meses e retirou uma boa parte do 'élan' de que Barack beneficiava após 4 de Novembro de 2008. Mas a verdade é que essa intervenção era inevitável. Obama não fez o que era popular – mas fez que o tinha que ser feito.
Numa América avessa a excessivas intromissões do Estado na Economia, o clima de pânico que se vivia nos mercados e nas empresas nos primeiros meses de 2009 não deixava grandes alternativas. Mas o gigantesco Plano de Recuperação e Reinvestimento custou a primeira grande quebra de popularidade a Obama. O choque da realidade foi particularmente duro: a partir desse momento, a Obamania tinha deixado de ser um lindo conto de fadas.

O problema ideológico

Mas seria um erro pensar que o único problema de Obama tem sido a Economia. Barack cometeu algumas falhas de relevo, que serão alvo de análise mais detalhada na próxima crónica. E, acima de tudo, está a ser vítima da sua própria originalidade política.
É muito difícil catalogar Barack Obama do ponto de vista ideológico. Nos corredores políticos de Washington, e entre os analistas, a dúvida é já quase um mito: afinal de contas, onde se situa Obama no caleidoscópio político da América?
Num país cada vez mais fracturado em «tribos» e «esferas de pressão», Barack contornou, de forma espantosa, a colagem ideológica durante a campanha. Mas está a sentir agora o reverso da medalha: os liberais acham que ele é centrista, ou mesmo estranhamente próximo dos republicanos, em temas como o Afeganistão; os moderados acusam-no de ser demasiado à esquerda em matérias como a Saúde ou a Reforma Financeira.
E os independentes, que o apoiaram de forma maciça em Novembro de 2008, desiludiram-se em poucos meses, quando perceberam que Obama não tinha uma receita mágica para a crise económica.
Ainda é cedo para saber se tantas dificuldades juntas podem custar a reeleição a Obama. Apesar de tudo, se o autor destas linhas tivesse que apostar hoje, ainda poria o seu dinheiro num segundo mandato presidencial de Barack.
Jean Daniel, escritor e político francês, comentou que «mesmo que falhe, Obama já fez o impossível». Mas os fantasmas que, nestes 18 meses, têm perseguido o Presidente dos EUA são a prova de que, na política americana, por vezes, nem o impossível basta.»

Publicada por Germano Almeida

Não se incomodem


Lot of water under the bridge, lot of other stuff too
Don´t  get up gentlemn, I´m only passing through

[Bob Dylan]

Sonny Rollins faz 80 anos

Sonny Rollins



Sonny Rollins celebra 80 anos com um concerto em NYC.
O saxofonista anunciou os convidados especiais: o guitarrista Jim Hall, no trompete Roy Hargrove e Christian McBride em contrabaixo para o concerto no Beacon Theatre a 10 de Setembro.