Trópico de Capricórnio

É a linha geográfica imaginária situada abaixo do Equador. Fica localizada a 23º 26' 27'' de Latitude Sul. Atravessa três continentes, onze países e três grandes oceanos.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Anistia Internacional e a pena de morte


O seguinte vídeo foi produzido com a intenção de alertar o público sobre o grande número de países que ainda aplicam a pena de morte: 58. O grupo Pleix, que dirigiu a animação, disse que se inspirou no logotipo da Anistia Internacional, uma vela acesa.
Grande parte das cenas foi feita em computação gráfica, pois só assim eles conseguiram o efeito de derretimento desejado.





Amnesty International - Death Penalty from Blink on Vimeo.

10MW Aerogenerator X © Wind Power Limited & Grimshaw by Wind Power Limited


10MW Aerogenerator X © Wind Power Limited & Grimshaw from Wind Power Limited on Vimeo.

Mega-turbina eólica "offshore" pode iluminar 8000 habitações É mais uma proposta a juntar a outras para a construção de mega-turbinas eólicas em offshore (mar aberto). O Aerogerador X, como foi baptizado pelos seus criadores (Wind Power Limited), vai ter uma capacidade instalada de 10 megawatts (MW).

Para se ter uma ideia mais precisa de quanto isto pode representar, basta dizer que que a electricidade limpa gerada por uma mega-tubina eólica como esta poderá ser a suficiente para abastecer 8000 habitações portuguesas.
Em termos de impacto visual é importante referir que este aerogerador tem apenas metade da altura de outros, de igual potência, mas de eixo vertical. No entanto, de ponta a ponta, esta turbina mede 275 metros. A sua configuração, de aspecto futurista, proporciona maiores facilidades nos trabalhos de manutenção, garantem os projectistas.
As primeiras versões deste projecto são esperadas, segundo os promotores, já para 2013, 2014.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Combat Outpost Keating"

      "Combat Outpost Keating" ou a realidade da guerra    

O posto foi inaugurado em 2006, no distrito de Kamdesh Nurestão , uma área de escarpas de montanhas , florestas densas e canyons profundos , com uma população suspeita e estranha .
As condições do posto avançado ,estão extraordinariamente detalhadas, ao longo de quase três anos, e muitas das frustrações que ilustram o esforço aliado : o nivel moral de tropas baixo, afegãos como parceiros incertos e uma revolta em crescendo , determinação e sua capacidade de ameaça .
O pequeno posto era isolado, e exposto, em terreno alto , composto de uma rede de pequenos pontos de fogo. A área, perto da fronteira com o Paquistão , era suspeita de ser um corredor de insurgentes .
Alguns relatos iniciais da área eram optimistas. Embora fosse evidente desde o início que havia  poucas tropas para o posto avançado, bem como de outros sua espécie.
A situação da segurança foi, numa palavra, mau . O caminho para a base foi negligenciado. Por terreno elevado, todo o tráfego estava vulnerável para  emboscadas . A maioria dos movimentos de tropas e material era feito por helicópteros , ficando expostos ao fogo de chão .
Helicópteros de transporte eram escassos . Helicópteros de ataque , que poderiam  fornecer apoio de fogo , se o posto fosse  atacado , estavam baseados em Jalalabad , mais do que um  voo de 30 minutos .

O Afganistão : Da URSS aos EUA


O conflito no Afeganistão

1979 A União Soviética invade o Afeganistão. Mujahedeen - combatentes islâmicos - de todo o mundo , incluindo Osama bin Laden , vêm para lutar contra as forças soviéticas.
1989 Últimos soldados soviéticos deixam o Afeganistão.
1996 Os Talibã assumem o controle do Afeganistão, impoem a lei islâmica fundamentalista . Bin Laden refugia-se no país.
Setembro 2001 Depois dos ataques de 11/9 , o presidente George W. Bush dá um ultimato aos talibã para que entreguem Bin Laden . Os talibãs  recusam , e em outubro os E.U. lideram uma campanha que expulsa os Taliban para fora das grandes cidades do Afeganistão até o final de do ano.
2002 Hamid Karzai torna-se presidente interino do Afeganistão. Os talibãs continuam a guerra de guerrilha , perto da fronteira com o Paquistão.
2004 Nova Constituição é ratificada , tornando o Afeganistão um Estado islâmico com um presidente forte. Mais tarde , Karzai vence a primeira eleição presidencial do país .
Fevereiro 2009 Sob ordens do presidente Obama 17.000 tropas adicionais seguem para o Afeganistão.
Agosto 2009 Presidente Karzai reeleito numa votação marcada pela fraude.
Dezembro 2009 Sob as ordens do presidente Obama são enviados mais 30.000 soldados em 2010 , somando uma força total para cerca de 100 mil americanos .

The War "on line"


Mais de 91 mil documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão foram revelados ontem. O jornal norte-americano "The New York Times", o inglês "The Guardian" e a revista alemã "Der Spiegel" tiveram acesso há semanas, através do site Wikileaks, a documentos sobre o conflito entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009

Os documentos sugerem que a situação no terreno é mais delicada do que o Governo norte-americano anuncia. Há um número de mortes não confirmado publicamente, as forças dos taliban têm mísseis capazes de seguir o calor e há fortes indícios do apoio dos serviços secretos paquistaneses aos taliban.

Os documentos também mostram que existe uma unidade de forças especiais concentrada em encontrar líderes dos taliban para os “matar ou capturar” sem um julgamento. O número de vítimas feitas pelos rebeldes afegãos também é superior aos dados oficiais – segundo os documentos os ataques destas forças já fizeram duas mil mortes.
A administração norte-americana já reagiu à publicação destes documentos. Os Estados Unidos “condenam fortemente a publicação de informação secreta por indivíduos e organizações que põem em risco as vidas dos americanos e dos nos nossos parceiros, e ameaçam a segurança nacional”, disse o general James L. Lone, conselheiro de defesa da Casa Branca.
“O Wikileaks não fez nenhum esforço para nos contactar sobre estes documentos – a Administração dos Estados Unidos foi informada por órgãos de informação que estes documentos iriam ser publicados”, explicou o general.
O Wikileaks é um site dedicado a publicar documentos secretos para denunciar a corrupção dos estados.
Apenas estes três jornais receberam os documentos da Wikileaks que são de uma fonte desconhecida. O Wikileaks disse que decidiu atrasar a publicação de 15 mil relatórios dos arquivos como “um processo para minimizar o dano feito, a pedido da nossa fonte”. Segundo o "Der Spiegel" os editores dos três jornais foram “unânimes no interesse público deste material que justifica a sua publicação”.
A publicação do material já está a ter impacto na forma como a opinião pública avalia a política militar de Obama para o Afeganistão. “Mesmo que estes documentos sejam ilegais, eles levantam perguntas sérias sobre a realidade da política americana para o Afeganistão e o Paquistão”, disse o senador democrata John Kerry, citado pela BBC News.
Mas o general James L. Jones insiste que as revelações prejudicam em particular a anterior Administração. “A 1 de Dezembro de 2009 o Presidente Obama anunciou uma nova estratégia com uma substancial aumento em recursos para o Afeganistão, e aumentou o foco nas regiões protegidas da Al Qaeda e dos Talibã no Paquistão, precisamente devido à situação grave que se foi desenvolvendo ao longo dos anos”, explicou.
A guerra no Afeganistão teve início em 2001 depois dos ataques do 11 de Setembro.

Publicado no jornal "O Publico" em 27.07.2010

Wikileaks revela milhares de documentos sobre a guerra do Afganistão



  



No Afeganistão, a lei de Murphy é mesmo para levar a sério. As coisas já estavam más - Junho foi o mês mais mortífero para os soldados da Aliança e o general McChrystal, o arquitecto da nova estratégia, disse adeus ao teatro de guerra depois de ter disparado em todas as direcções. Agora ficaram ainda piores com a revelação de mais de 90 mil documentos "secretos" sobre a guerra no Afeganistão. As pilhas de informações secretas ontem publicadas mostram à opinião pública internacional uma história de guerra que não é exactamente igual à que tem vindo a ser contada. Naquela que já é considerada a maior fuga de documentos militares da história americana, a Wikileaks - um site especializado na divulgação de material sensível e que já se tornou o maior pesadelo para governos e empresas - faz revelações com grande impacto do ponto de vista estratégico (como a interferência do Paquistão e do Irão no apoio aos talibãs); militar (como os Estados Unidos terão encoberto o facto de os talibãs terem em seu poder mísseis terra-ar); e mediático (144 operações aliadas fizeram vítimas civis sem nunca terem sido reportadas).

As informações passadas pela Wikileaks vieram ontem escarrapachadas nas manchetes de três jornais internacionais, o "The New York Times", o "The Guardian" e a "Der Spiegel". A escolha não aconteceu por acaso; trata-se de um título do maior contribuinte líquido para a guerra (Estados Unidos), outro do maior contribuinte europeu no esforço de guerra (o Reino Unido) e, por fim, da maior potência europeia (a Alemanha).
Dedo paquistanês e iraniano Grande parte dos documentos foi escrita por oficiais no terreno. E se algumas informações não são passíveis de verificação e levantam mesmo algumas dúvidas (provenientes de informadores pagos), outras há que pouca surpresa causam junto dos analistas. É o caso do envolvimento do Paquistão - a quem Washington passa um cheque de mil milhões de dólares por ano - na guerra, mas do lado dos talibãs. Os serviços secretos paquistaneses, ISI, bem como altos comandos militares de Islamabad terão facilitado sempre a passagem dos grupos rebeldes na porosa fronteira entre os dois países. Mas a lista não fica por ai: a ISI é acusada de ter dado mil motas a um senhor da guerra que posteriormente as utilizou em ataques suicidas e ainda de ter participado na arquitectura numa série de espectaculares atentados contra as figuras políticas afegãs, incluindo o presidente Hamid Karzai.
Também o Irão, de acordo com um relatório das forças da NATO, terá treinado, equipado e financiado os talibãs com o objectivo de aumentar a sua influência no país. 1340 euros foi quanto Teerão alegadamente ofereceu pela cabeça de cada soldado afegão. Outras centenas de documentos sustentam que pode ter sido o Irão a equipar os talibãs com um avançado sistema de mísseis terra-ar cuja existência os militares americanos encobriram para não causar alarme.
Uma guerra de erros Os documentos revelados ontem mostram também como a imagem desta guerra é estranhamente limpa, quando a sua verdadeira face é uma enorme confusão constituída por múltiplos episódios de morte, brutalidade, medo e frieza.
Pela primeira vez é revelada a existência de uma unidade secreta de forças especiais - a "Task Force 373" - criada com o objectivo único de capturar ou assassinar uma lista com mais de dois mil líderes talibãs ou da Al-Qaeda. Por vezes, os alvos foram simplesmente assassinados sem qualquer tentativa de captura. A TS 373 matava tudo o que estivesse no caminho para os seus alvos: homens, mulheres, crianças e até polícias afegãos.
A 11 de Junho de 2007 a unidade foi enviada aos arredores de Jalalabad para capturar ou matar Qarl Ur-Rahman, um comandante talibã. À medida que se aproximavam do alvo, alguém os iluminou com uma tocha, o que provocou uma imediata troca de tiros com um alvo desconhecido, sendo requisitada a intervenção do avião AC-130, que bombardeou a zona. Os norte-americanos descobriram depois que estavam a disparar contra polícias afegãos, sete dos quais morreram e quatro ficaram feridos.
Os erros são vários e estão espalhados pelos documentos, que mostram também como os acontecimentos eram deliberadamente mantidos secretos. Quatro meses depois de terem morto sete crianças dentro de uma madraça, por exemplo, os "TS 373" confrontaram lutadores afegãos numa aldeia chamada Laswanday. Durante o o ataque pediram que fosse bombardeada uma das casas. Resultado: 12 soldados norte-americanos feridos, duas adolescentes e um rapaz de dez anos feridos, uma rapariga morta, uma mulher morta, quatro homens civis mortos, um burro morto, um cão morto, várias galinhas mortas, nenhum inimigo morto, nenhum inimigo ferido.
O presidente Karzai já se tinha queixado que as tropas norte-americanas tratavam as vidas afegãs como "baratas". No total, existem 144 entradas nestes documentos que relatam vários erros que acabaram em tragédias civis, com centenas de mortos, até agora mantidos em segredo. Os erros eram de tal forma habituais que existia mesmo um sistema de compensação para as famílias das vítimas, que podia ir de mantimentos até 1800 euros por cadáver.
Perante as revelações, e depois de tantas promessas de resultados, há pelo menos uma pergunta na cabeça dos decisores políticos: 2010 ainda poderá ser o ano decisivo para a NATO no Afeganistão? Fuga de informação revela verdadeira face de uma guerra de erros, falhas humanas e interferência externa

Publicado no jornal "I" de 27 de Julho de 2010

O conflito do Afganistão


As datas do conflito
Cinco anos na história do conflito afegão2004


9 de Outubro Hamid Karzai é eleito Presidente do Afeganistão. A eleição é considerada válida.
2005
Abril Um jornal australiano noticia a morte, não confirmada, de Bin Laden. No Outono, a CIA desactiva a unidade que perseguia o líder da Al Qaeda, que continuará a viver no Paquistão.
2006
Novembro O Conselho de Segurança das Nações Unidas alerta para o risco de o Afeganistão vir a tornar-se um Estado falhado, devido ao aumento da violência taliban e ao crescimento do tráfico de droga.
2007
4 de Março Pelo menos 12 civis são mortos por marines norte-americanos em Shinwar. A investigação mostra que houve uso excessivo da força. Em 2009, 2412 civis afegãos perderam a vida devido aos combates.
2008
4 de Novembro Barack Obama é eleito Presidente dos Estados Unidos, pondo fim à era Bush.
2009
15 de Junho O general Stanley McCrystal assume o comando da ISAF, que acumula com o das forças americanas. Encarregado de implementar a estratégia de Obama, demite-se em Junho de 2010, por ter feito declarações polémicas a uma revista.
20 de Agosto. As eleições presidenciais são ganhas por Karzai, apesar das provas evidentes de fraude eleitoral.

domingo, 25 de julho de 2010

Louis: A Silent FIlm

Louis é um filme mudo dirigido por Dan Pritzker , interpretado por Jackie Earle Haley, Shanti Lowry e Anthony Coleman, e fará sua estréia nas cidades E.U. no final de agosto , com acompanhamento musical ao vivo de Wynton Marsalis,  com o pianista Cecile Licad e 10 peças all-star jazz ensemble . Marsalis irá desenvolver um reportório composto principalmente por composições próprias . Licad vai tocar a música do século 19 do compositor americano LM Gottschalk . O grupo irá apresentar-se ao vivo com o filme numa série de espectáculos especiais em Nova York , Chicago, Washington, Detroit e Filadélfia.

Filmado pela vencedora do Oscar de fotografia Vilmos Zsigmond como uma moderna reinvenção do cinema mudo cedo, Louis é uma homenagem a Louis Armstrong , Charlie Chaplin, às mulheres bonitas e do nascimento da música americana. Os bordéis da grande Storyville , as ruelas e cemitérios de 1907 em New Orleans fornecem um cenário de luxúria, sangue e magia para os 6 anos de idade Louis (Anthony Coleman ), como ele navega nos meandros colorido da vida na cidade. Os sonhos do jovem Louis de tocar trompete são interrompidos por um encontro casual com uma menina linda e vulnerável chamado Grace ( Lowry ) e seu bebê, Jasmine. Haley  tem uma performance que lembra as grandes estrelas de quadrinhos do cinema mudo.
"A idéia de acompanhar um filme mudo contando um conto mítico de um jovem Louis Armstrong era atraente para mim ", disse Marsalis. "Naturalmente, chamando-o de um filme mudo é um equívoco - , haverá muita música , jazz e é como uma conversa entre os jogadores de modo que não haverá falta de diálogo. "

sábado, 24 de julho de 2010

Cervantes

—La libertad, Sancho, es uno de los más preciosos dones que a los hombres dieron los cielos; con ella no pueden igualarse los tesoros que encierra la tierra ni el mar encubre; por la libertad así como por la honra se puede y debe aventurar la vida, y, por el contrario, el cautiverio es el mayor mal que puede venir a los hombres . Digo esto, Sancho, porque bien has visto el regalo, la abundancia que en este castillo que dejamos hemos tenido; pues en mitad de aquellos banquetes sazonados y de aquellas bebidas de nieve me parecía a mí que estaba metido entre las estrechezas de la hambre, porque no lo gozaba con la libertad que lo gozara si fueran míos, que las obligaciones de las recompensas de los beneficios y mercedes recebidas son ataduras que no dejan campear al ánimo libre . ¡Venturoso aquel a quien el cielo dio un pedazo de pan sin que le quede obligación de agradecerlo a otro que al mismo cielo !


 Miguel de Cervantes 1838

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Inside the White House : O impossivel pode não bastar


Completam-se hoje 18 meses da investidura presidencial de Barack Obama. Um ano e meio depois de se ter feito História, permanece a dúvida: as coisas estão a correr bem ou... nem por isso? Não há apenas uma resposta certa. Há, isso sim, vários modos de encarar um amplo leque de questões. Aqui ficam algumas pistas.
Se olharmos para o plano das realizações, não deveria haver lugar para grandes hesitações: Barack Obama conseguiu, em menos de metade de um mandato na Casa Branca, mais avanços históricos do que qualquer antecessor que tenha tentado resolver enormes questões como o acesso à Saúde de milhões de americanos que passaram décadas sem o ter, ou como a regulação efectiva de Wall Street.
Contra muitas previsões, lançadas de forma claramente precipitada, a verdade é que o 44.º Presidente dos EUA já conseguiu deixar o seu legado para futuras gerações de americanos, em dois temas que foram centrais na poderosa mensagem de mudança que lançou nos dois anos da sua caminhada rumo à Presidência: a Reforma da Saúde (aprovada a 21 de Março, depois de ter sido dada como perdida por três ou quatro vezes, nos meses anteriores) e a Reforma do Sistema Financeiro, batalha que chegou a parecer relegada para segundo plano durante o primeiro ano do mandato, mas que acabou de ser concretizada, com sucesso, com a recente votação de 60-39 no Senado.
Estes dois exemplos não são meros expedientes de um qualquer governante: são dois avanços cruciais para que a narrativa desenvolvida por Obama enquanto candidato, e prolongada agora como Presidente, possa vir a ter um desenlace positivo, quando chegar a hora de prestar contas ao eleitorado.
E são, também, dois triunfos improváveis para um Presidente que continua a ter diversos anticorpos junto de grupos de influência muito poderosos, numa realidade tão diversa e tão complexa como é a sociedade norte-americana.
Se nos focarmos neste primeiro ângulo de análise, o das realizações objectivas de um Presidente que se propôs a fazer cumprir uma agenda transformadora para a América, não deveria haver, por isso, margem para dúvidas: Obama já conseguiu muito em muito pouco tempo.
Conseguiu, aliás, o que os seus antecessores democratas (Jimmy Carter e Bill Clinton) tentaram e não conseguiram. Carter teve a sua oportunidade durante quatro anos (1977-1981), Clinton teve-a durante oito (1993/2001) – e ambos não foram capazes de convencer o Congresso em temas tão fracturantes como os que Obama deu prioridade neste ano e meio.
O fantasma de vir a ser um «novo Carter», que muitos republicanos e mesmo alguns democratas «blue dogs» lançaram sobre Obama nos últimos meses, é, por isso, disparatado. Basta olhar para a realidade.

Maldita Economia

O problema é que, na sociedade de sentenças imediatas em que vivemos, o «reality check» pode não bastar. Como na história da mulher de César, também na política moderna, mais importante do que ser é... parecer.
E o que tem parecido, em vários períodos deste último ano e meio, é que Obama tem tido sérias dificuldades de manter o controlo da situação.
Se recuarmos aos gloriosos tempos da campanha presidencial de 2008, em que o então nomeado democrata impressionava com o estilo «No Drama Obama», isso não estava, claramente, no programa.
E chega a parecer estranho: como é que o político mais 'cool' de que há memória deixou que essa marca se lhe colasse à pele? Como é que o «tipo incrivelmente calmo» (a expressão é da sua mulher, Michelle) não consegue recuperar o rótulo de «predestinado», a aura de «invencibilidade» de que gozava até 4 de Novembro de 2008?
As dúvidas acima expostas são profundas e exigirão abordagens mais extensas em próximos textos. Mas se a resposta tiver que ser dada só numa frase, bem ao estilo do imediatismo a que todos estamos condenados, ela aparece em duas palavras: maldita Economia.
A era Obama, que no auge da vitória eleitoral parecia indicar um caminho redentor (quase Messiânico) tem sido, acima de tudo, a era da crise económica. Do estigma do desemprego. Do medo da Grande Depressão – que terá sido evitada por uma unha negra, mas que não nos livra de uma longa e penosa estagnação.
E lá voltamos à questão do confronto entre a realidade e a espuma. Entre o Ser e o Parecer. Um rápido 'flashback' pelos primeiros meses da Administração Obama são suficientes para nos recordar que a enorme intervenção federal terá sido decisiva para evitar o descalabro.
O «stimulus package», que tantas energias políticas fez gastar na primeira fase da Presidência Obama, engoliu a agenda dos primeiros meses e retirou uma boa parte do 'élan' de que Barack beneficiava após 4 de Novembro de 2008. Mas a verdade é que essa intervenção era inevitável. Obama não fez o que era popular – mas fez que o tinha que ser feito.
Numa América avessa a excessivas intromissões do Estado na Economia, o clima de pânico que se vivia nos mercados e nas empresas nos primeiros meses de 2009 não deixava grandes alternativas. Mas o gigantesco Plano de Recuperação e Reinvestimento custou a primeira grande quebra de popularidade a Obama. O choque da realidade foi particularmente duro: a partir desse momento, a Obamania tinha deixado de ser um lindo conto de fadas.

O problema ideológico

Mas seria um erro pensar que o único problema de Obama tem sido a Economia. Barack cometeu algumas falhas de relevo, que serão alvo de análise mais detalhada na próxima crónica. E, acima de tudo, está a ser vítima da sua própria originalidade política.
É muito difícil catalogar Barack Obama do ponto de vista ideológico. Nos corredores políticos de Washington, e entre os analistas, a dúvida é já quase um mito: afinal de contas, onde se situa Obama no caleidoscópio político da América?
Num país cada vez mais fracturado em «tribos» e «esferas de pressão», Barack contornou, de forma espantosa, a colagem ideológica durante a campanha. Mas está a sentir agora o reverso da medalha: os liberais acham que ele é centrista, ou mesmo estranhamente próximo dos republicanos, em temas como o Afeganistão; os moderados acusam-no de ser demasiado à esquerda em matérias como a Saúde ou a Reforma Financeira.
E os independentes, que o apoiaram de forma maciça em Novembro de 2008, desiludiram-se em poucos meses, quando perceberam que Obama não tinha uma receita mágica para a crise económica.
Ainda é cedo para saber se tantas dificuldades juntas podem custar a reeleição a Obama. Apesar de tudo, se o autor destas linhas tivesse que apostar hoje, ainda poria o seu dinheiro num segundo mandato presidencial de Barack.
Jean Daniel, escritor e político francês, comentou que «mesmo que falhe, Obama já fez o impossível». Mas os fantasmas que, nestes 18 meses, têm perseguido o Presidente dos EUA são a prova de que, na política americana, por vezes, nem o impossível basta.»

Publicada por Germano Almeida

Não se incomodem


Lot of water under the bridge, lot of other stuff too
Don´t  get up gentlemn, I´m only passing through

[Bob Dylan]

Sonny Rollins faz 80 anos

Sonny Rollins



Sonny Rollins celebra 80 anos com um concerto em NYC.
O saxofonista anunciou os convidados especiais: o guitarrista Jim Hall, no trompete Roy Hargrove e Christian McBride em contrabaixo para o concerto no Beacon Theatre a 10 de Setembro.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

From Amsterdam with love

Fotografia de J.Luis

Amsterdam

Fotografia de J.Luis

Os canais de Amsterdam

Fotografia de J.Luis

Hillary e Gates nas fronteira entre as duas Coreias

Hillary Clinton e Robert Gates utilizaram binóculos no Ponto de Observação Ouellette.Do outro lado um soldado da Coreia do  Norte.


 
 
A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, e o seu colega da Defesa, Robert Gates, fizeram uma pouco habitual visita comum à zona fortemente defendida que divide as duas Coreias; e depois disso foi exigido ao regime de Kim Jon-il que reconheça ter lançado um torpedo contra a vedeta sul-coreana Cheonan.

Estados Unidos e Coreia do Sul decidiram avisar uma vez mais que a península coreana enfrenta um grave período, depois daquele incidente bélico verificado no mês de Março.
As relações entre as duas Coreias desceram a um ponto muito baixo na sequência de o Sul ter acusado o Norte de ter afundado um dos seus barcos de guerra, matando 46 marinheiros; mas a verdade é que Pyongyang nega ter tido algo a ver com o assunto.
“Continuamos a enviar uma mensagem ao Norte: há outra via”, disse Clinton, na zona desmilitarizada que divide a península coreana desde o fim da guerra da Coreia, que se travou de 1950 a 1953 e só foi interrompida por um armistício, sem que até hoje tivesse sido assinado qualquer tratado de paz.
“Até que mudem de rumo, os Estados Unidos permanecem firmes ao lado do povo e do Governo da República da Coreia”, prosseguiu a secretária de Estado.
Antes disso, Robert Gates anunciara as manobras navais e aéreas conjuntas que vão começar no domingo e que incluem o porta-aviões nuclear norte-americano George Washington, de 97 mil toneladas, e aviões F-22 Raptor.
Estas manobras têm estado a ser criticadas pela Coreia do Norte, que acusa os dois aliados de as estarem a usar para prepararem um ataque.

Incómodo chinês

A China, único grande aliado da Coreia do Norte, também já deixou transparecer um grande incómodo contra estes exercícios, a realizar no Mar do Japão, a leste da península coreana.
A televisão estatal mostrou mesmo que a Armada chinesa também está em manobras, as quais incluem helicópteros e um submarino.
Hillary Clinton e Robert Gates utilizaram binóculos no Ponto de Observação Ouellette, rodeado por sacos de areia, numa colina existente na zona desmilitarizada e na qual se encontram estacionados soldados dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
Sob uma ligeira brisa, era possível ver à distância uma enorme bandeira da Coreia do Norte, que tem um dos últimos regimes comunistas do mundo.
Há cerca de dois milhões de soldados perto daquela faixa de quatro quilómetros de largura que há 60 anos mantém as duas Coreias separadas uma da outra; e isso constitui um dos últimos testemunhos dos tempos da Guerra Fria.
O general na reserva que foi nomeado pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, para chefe dos seus serviços secretos, James Clapper, declarou ontem no Senado que o afundamento da corveta Cheonan poderá pressupor um “novo período perigoso” de ataques directos de Pyongyang à Coreia do Sul.
Tudo isto acontece numa altura de especulações sobre o estado de saúde do líder norte-coreano, Kim Jong-il, que aparentemente estará a preparar-se para que o filho mais novo lhe venha a suceder, à frente de um dos países mais isolados do mundo, que tem vindo a desencadear esforços no sentido de se dotar de capacidade nuclear.

Publicado no jornal "O Publico" de 21.07.2010

Steve McQueen em "Bullit" de 1968


Bullitt de1968, dirigido por Peter Yates, thriller com Steve Mc Queen, Jacqueline Bisset e Robert Vaughn. Lalo Schifrin compôs a banda sonora, uma mistura de jazz, brass e percurssão. 

Bullitt, é recordado pela cássica cena de perseguição de carros pelas ruas de S. Francisco.Nestas cenas de perseguição, Bullitt conduzia um "Highland Green" 1968 Ford Mustang GT 390 CID Fastback,
perseguindo dois hit-men num "Tuxedo Black" 1968 Dodge Charger R/T 440 Magnum.

Amsterdam

Fotografia de J.Luis
Agora que aguardo nova viagem, desta vez a Roma,vale a pena lembrar Amsterdam e os canais em Abril deste ano.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hillary Clinton: O governo do Paquistão sabe onde está Bin Laden

A Secretararia de Estado Hillary Clinton fala sobre a luta contra o terrorismo na fronteira Pakistão/Afganistão. Clinton diz "I assume somebody in this [Pakistani] government, from top to bottom, does know where Bin Laden is, and I'd like to know too."

A América Top Secret


Após o 11 de Setembro, o governo americano criou um sistema de segurança e inteligência tão grande, tão complexo e tão dificil de gerir que ninguém relamente sabe se na verdade atinge os objectivos a que se propôs: proteger os cidadãos.
Posted at 4:50 PM, 7/19/2010

Um mundo escondido crescendo fora do controle
Investigação de Dana Priest e William M. Arkin para o Washington Post
O mundo top-secret que o governo criou em resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, tornou-se tão grande que ninguém sabe quanto dinheiro custa,quanta gente ele emprega,quantos programas existem e quantas agências acabam por realizar o mesmo trabalho.

"Inception": Christopher Nolan na corrida para os Óscares

Um salto ectrizante para o inconsciente, é como podemos definir as ambiguidades do novo filme de Christopher Nolan.
Depois de "Batman-O Caveleiro das Trevas" não ter sido eleito para o Óscar pela Academia de Hollywood
e apenas ter recebido uma indicação pelo argumento de "Amnésia", Nolan regressa com esta enigmática trama.
No elenco deste "thriller" encontramos Leonardo diCaprio, Ellen Page, Ken Watanabe, Michael Caine e Marion Cottilard.
Depois de "A Ilha do Medo" de Martin Scorcese, mais uma incursão de DiCaprio no fantástico.

About Henry James

Esqueçamos José Saramago. Esqueçamos Christopher Hitchens. Vamos falar de escritores de verdade. Vamos falar de Henry James.
Henry James, o mestre das frases enormes, quase obscuras, que tentava apreender o que há por trás de uma consciência entorpecida o tempo todo pelo tédio que existe nas festas e nas conversas da alta sociedade americana-européia. Henry James, o responsável por um dos contos de terror mais sombrios da literatura – The Turn of the Screw – e que também era capaz de escrever prefácios longuíssimos sobre a criação de seus romances, sempre narrados com uma minúcia de fazer inveja a Proust e que deleitava Edith Wharton, sua discípula favorita.
Sim, ele era tudo isso. Mas não era apenas um escritor preocupado com esteticismos. Era alguém que se preocupava com uma profunda vida moral.
Num longo ensaio de R.R.Reno (o nome parece aliteração de um cassino de Las Vegas, mas o sujeito é um competente teólogo, por incrível que pareça), mostra-se a intenção de Henry James em querer mostrar quais são as encruzilhadas de uma vida que busca um pouco de bondade na sua essência. Uma vida só pode ser uma vida verdadeira se ficar exposta às tentações, por menores e mais pequenas que pareçam.
É claro que James não oferece nenhuma solução moralizante, e muito menos religiosa, para tal situação; contudo, o simples fato de que um escritor embebido de modernidade nos ofereça uma meditação problematizadora sobre o assunto, sem recorrer aos estereótipos habituais dos Hitchens e Saramago da vida, mostra que temos ainda muita coisa para ler e nos deixar admirados.
E, sim, leitor, o ensaio é longo e denso. Mas se você reservar um pouco de tempo da sua vida atribulada e dedicar-se a ler algumas linhas do e sobre o Old Pretender, garanto-lhe que se esquecerá desses escritores menores que povoam as cabeças minúsculas do nosso tempo.

Revista "Dicta&Contradicta" de 13 de Julho de 2010

A China é hoje o maior consumidor mundial de energia










A China superou os EUA no ano passado, tornando-se o maior consumidor mundial de energia, podendo influenciar os preços nos mercados,confirmou na 2ª feira a Agência Internacional de Energia.

The Man Who Tried To Manage Murdoch Business: vanityfair.com

 


No seu novo livro, a ex-reporter doWall Street Journal  Sarah Ellison conta como o manager e editor Marcus Brauchli lutou duramente para manter o mogul Rupert Murdoch longe da edição das noticias.

A CIA e a burocracia do segredo

Living with the 'Secrecy Bureaucracy'
A Washington Post investigative series exposes troubling patterns in the tacit agreement between government and governed on what ought to remain secret

A Índia e os novos milionários

Os novos milionários da Índia beneficiaram imensamente do "boom" de consumo desenfreado alimentado pela influente classe média.
O periodo de 2009-10 foi um desses períodos de recuperação memorável em que o Sensex quase dobrou de 9708 a 31 de Março de 2009 para 17.528 em 31 de março de 2010. O valor da participação de capital do Top 500 na lista subiu 106,72 por cento a Rs 16,56,490.88 crore quando o fiscal estiver terminado. E o mundo olha em tons cor de rosa de novo. Mas apenas há dois anos, a crise econômica pôs-nos cara a cara com a dura realidade da natureza inconstante da eqüidade como um repositório de riqueza. No entanto, tudo fica esquecido quando o mercado descola.
Mas isto pode ser apenas o momento certo para nos lembrar sobre a quimera da riqueza que a equidade tende a criar . E como os fatores que tornam o capital são selvagens podem igualmente ser os fatores que podem derrubá-lo.Mukesh Ambani do grupo Reliance , cujas receitas cresceram 39,82 por cento em 2009-10 e lucro líquido de 3,94 por cento , agravado apenas por 5 por cento de crescimento em marketcap . Sunil Bharti Mittal Bharti Airtel, cujas receitas caíram 1,16 por cento, mas o lucro líquido subiu 2,63 por cento, mostrou um  mais anêmico percentual de crescimento em marketcap . Em comparação, o grupo Savitri Jindal (OP grupo Jindal ) As receitas e os lucros cresceram 14 por cento e 112 por cento, mas o marketcap subiu 389 por cento ( em grande parte , graças ao anúncio da JSW Energy
Os super-ricos da Índia são os beneficiários de um crescimento sustentado do consumo alimentado pela classe média. Ele é que está a dirigir a demanda por veículos de duas rodas , carros, produtos da linha branca , casas , etc, que , por sua vez , alimenta o crescimento de imóveis comerciais , fábricas e infra-estrutura , como estradas e portos , por um lado e de aviação e telecomunicações , por outro .

domingo, 11 de julho de 2010

Paul Krugman: "planos de austeridade empurram a Europa para a autodestruição"

O prémio Nobel da Economia Paul Krugman acredita que "há uma possibilidade plausível de a Grécia ser forçada a sair do euro" e considera que isso contagiaria todos os outros países da zona euro, com especial incidência para Portugal.

"Não me surpreenderia ver um dos países a ser forçado a sair do euro", declarou o economista numa entrevista publicada hoje no diário espanhol El Pais. "Acredito que há uma possibilidade plausível de a Grécia ser forçada a sair [do euro] e esse contágio provocaria sérios problemas a todos os outros, especialmente Portugal, e logo depois possivelmente seriam a Espanha a a Irlanda a ver-se metidas" na confusão, acrescentou.
Apesar da previsão pessimista, Krugman não acredita que a Europa colapse, considerando que ficaria "realmente surpreendido" se a França, a Alemanha ou os países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) não defendessem "com unhas e dentes a moeda única no futuro mais imediato".
Ainda assim, escreve o El País, o problema económico mundial que mais preocupa Krugman é o que opõe os que defendem medidas de estímulo para combater a recessão e os que defendem medidas de austeridade nas contas públicas. A questão, aliás, dividiu as delegações na última reunião do G-20, em Toronto.
"Foi uma coisa escandalosa, uma vez que o estado da economia mundial se encontra ainda muito longe de estar recuperado", disse Krugman.
O prémio Nobel e professor na universidade de Princeton não tem dúvidas em escolher a via dos estímulos.
"A austeridade espanhola teria muito mais possibilidades de funcionar se a Alemanha não seguisse também uma política de austeridade. E todas as políticas teriam mais eficácia se o BCE adoptasse com firmeza políticas expansionistas", sublinhou.
A Alemanha, aliás, é alvo de várias críticas de Krugman, que considera que a maior economia da zona euro está a desempenhar um "papel destrutivo".
"Está a adoptar uma posição que não só apenas não é boa para a Alemanha, mas que também é realmente má para a Europa", disse o economista, acrescentando que a "Alemanha está a desempenhar um papel realmente destrutivo. Está a empurrar-se a si própria e ao resto da Europa para a via da autodestruição".
E explica: "Parte do problema da zona euro é que existem muitas vias de contágio, pelo que a austeridade de um país conduz à depressão nos outros países". Para o economista, "a austeridade pode parecer bem a um país porque reduz a sua dívida, mas não tem em conta o custo que impõe aos vizinhos com as políticas restritivas".

Publicado no D.N. em 11.07.2010

"La Roja" é a nova campeã do Mundo








A dois minutos do fim da 2ª parte do prolongamento,a Espanha marca por Iniesta,conquistando assim o seu 1º título de Campeão do Mundo de Futebol.