A presença militar continua dos E.U. no Japão tem sido uma preocupação crescente para o público japonês, e na semana passada, tornou-se o principal motivo para o afastamento do primeiro-ministro Yukio Hatoyama do cargo. O primeiro primeiro-ministro do Partido Democrata em meio século, tinha prometido durante a campanha eleitoral no outono passado que removeria uma base aérea chave para os E.U. para fora de Okinawa, e talvez para fora do Japão. Esta promessa rompeu com a tradição de seus antecessores de tratar a presença militar americana no Japão como um direito de nascença.
Apesar das intenções do governo Hatoyama, Washington recusou-se a renunciar ao pacto de 2006 entre as duas nações que permitam os seus direitos continuassem na base de Okinawa, quase 1.000 quilômetros ao sul de Tóquio. Um legado da Segunda Guerra Mundial, em que 47 mil soldados dos E.U. estão baseados no Japão à distãncia de dois ou três dias de potenciais pontos críticos na península coreana e do Estreito de Taiwan. A queda de Hatoyama sugere que, apesar do desejo do povo japonês para uma presença reduzida de militares americanos, eles não estão dispostos a desistir da proteção que ela oferece. "Hatoyama entrou em dificuldade com o povo japonês, pois percebeu-se que ele estava a enfraquecer a segurança do Japão", diz Tom Schieffer,embaixador dos E.U. no Japão (2005-2009). "A segurança do Japão, está ligada à aliança EUA-Japão, e tem sido assim desde o fim da guerra."
O novo primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, confirmou o conservadorismo inerente da sua nação no domingo. Em 15 min. de um telefonema com o presidente Obama, o novo líder japonês prometeu que iria trabalhar para cumprir o acordo de 2006 em que os marines dos E.U. da base aérea Futenma em Okinawa seriam transferidos de suas actuais instalações apertadas para uma das zonas mais remotas da ilha.
Com a região cada vez mais nervosa após os incidentes entrea Coréia do Norte e a Coréia do Sul em março, Hatoyama finalmente aderiu às exigências de Washington." Remover a base E.U. de Okinawa revelou-se impossível no meu tempo", disse Hatoyama quando ele anunciou sua decisão de renunciar.
Isso não vai acontecer tão cedo, em parte porque beneficiam ambos os lados do actual acordo. Os E.U. estão à distãncia de um soco e no meio de uma das regiões mais dinâmica, mas instável do mundo, enquanto o Japão está aliviado do peso das despesas de defesa adicionais que fazem pouco contribuem para ajudar a revitalizar a sua economia em declínio.
Os E.U. claro, logo após a eleição Hatoyama fizeram saber de que não tinha nenhuma intenção de recuar do leste da Ásia. Em outubro passado, o secretário de Defesa, Robert Gates, referiu-se à presença contínua em Okinawa como o elemento-chave" da estratégia de Washington no Leste da Ásia. "Isso não pode ser a alternativa perfeita para ninguém", disse ele no Japão, "mas é a melhor alternativa para todos". Em fevereiro o General Keith Stalder, que comanda os Marines no Pacífico, colocá-lo isto mais claramente. "Todos os meus Marines em Okinawa estão dispostos a morrer se for necessário para garantir a segurança do Japão", disse para uma platéia de Tóquio. "O Japão não tem uma obrigação recíproca de defender os Estados Unidos, mas é absolutamente necessário fornecer as bases de formação. Esse guarda-chuva levou o Japão e toda a região a um estatuto sem precedentes de riqueza e progresso social".
Com efeito, ao abrigo da constituição mais pacifista do mundo, o Japão só gasta cerca de 1% do seu produto interno bruto em defesa. Mas os japoneses - e especialmente os okinawanos, cuja ilha estava sob controle dos E.U. até 1972 e que atualmente hospeda 75% da presença militar no Japão - expressaram a irritação crescente no que eles percebem como o seu estatuto júnior na relação. OJapão, pagou cerca de US $ 30 bilhões aos E.U. para apoiar a presença militar no Japão desde 1978.
A razão para o acordo de 2006, para mover Futenma para novas instalações, numa parte menos povoada de Okinawa é que a cidade de Ginowan, agora invade as instalações actuais de todos os lados.
Para muitos, em Okinawa, Futenma e seus 2.000 funcionários americanos têm sido ruidosos e poluentes, símbolo da dominação contínua dos E.U. Mas os líderes militares insistem que, enquanto a Marine Expeditionary Force estiver baseada em Okinawa, eles precisam da base aérea, que lhes permite transportar rapidamente Marines para toda a região.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Os 10 piores desastres ambientais de sempre
Grandes Desastres
1.Chernobyl
3.Kuwaiti Oil Fires
4.Love Canal
5.The Exxon Valdez
6.Tokaimura Nuclear Plant
6.Tokaimura Nuclear Plant
7.The Aral Sea
8.Seveso Dioxin Cloud
8.Seveso Dioxin Cloud
9.Minamata Diseas
10.Three Mile Island
10.Three Mile Island
(Publicado na revista Time de 8.6.2010)
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Africa do Sul,anos 70, após mais um crime do regime do apartheid,David Mestre explodia de revolta
Em Soweto, Alexandra
Buzina uma revolta
como dentes
afiados
as flores agridem
a policia
no sexo
os anjos descem
de viaturas blindadas
e abrem fogo
sobre a multidão
David Mestre
A poesia de David Mestre
NAS BARBAS DO BANDOE quem
nesta roda
riscou no peito
a ave
inviolável?
Qual de vós
apostou a morte
e perdeu?
Qual de vos
inegáveis patifes
navalhas encantadas
traçou no areal
a mais bela aventura
nas barbas
do bando?
David Mestre ("Nas Barbas do Bando")
"Blues" por David Mestre
BLUES (excertos)Tua voz vem de dentro da cidade
de todas as ruas bairros e leitos da cidade onde houver um calor de pernas
contar o silêncio das horas guardadas a soco no sarilho dos ventres
com um jazzman a assobiar na escuridão dos pares
a memória ácida do chicote
nos porões do Mundo
David Mestre, poeta angolano
Tão velho como o mundo
A diversão é uma necessidade vital para o homem. Ao lado da profissão mais velha do mundo.Sempre foi assim e sempre será.
domingo, 6 de junho de 2010
A Prova
Do outro lado da porta um homem deixa cair sua corrupção. Em vão elevará esta noite uma prece ao seu curioso deus, que é três, dois, um, e se dirá que é imortal. A gora ouve a profecia de sua morte e sabe que é um animal sentado.
És, irmão, esse homem. Agradeçamos os vermes e o esquecimento.
Jorge Luis Borges
És, irmão, esse homem. Agradeçamos os vermes e o esquecimento.
Jorge Luis Borges
Sabedoria borgiana
"Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção”
Instantes
Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.
Jorge Luís Borges
Instantes
Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.
Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.
Jorge Luís Borges
O Suicida
Não restará na noite uma só estrela.
Não restará a noite.
Morrerei e comigo irá a soma
Do intolerável universo.
Apagarei medalhas e pirâmides,
Os continentes e os rostos.
Apagarei a acumulação do passado.
Farei da história pó, do pó o pó.
Estou a olhar o último poente.
Oiço o último pássaro.
Lego o nada a ninguém.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
Não restará a noite.
Morrerei e comigo irá a soma
Do intolerável universo.
Apagarei medalhas e pirâmides,
Os continentes e os rostos.
Apagarei a acumulação do passado.
Farei da história pó, do pó o pó.
Estou a olhar o último poente.
Oiço o último pássaro.
Lego o nada a ninguém.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
Contigo aprendi coisas tão simples
Contigo aprendi coisas tão simples como
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente
Ruy Belo
The George Benson Sessions: The Making of Songs And Stories
George Benson em estudio com Marcus Miller no baixo eléctrico.
Ousar Lutar,Ousar Vencer! (Memorial para um Homem Integro)
Há semanas que não blogo. Não pude. Não ousei.
É que escrever custa mais do que falar.
Escrever vem mais de dentro, puxa pelo que se sente. E há tanta coisa dolorosa, quase impossivel, de exteriorizar. O que se diz, diz-se, com mais ou menos emoção, não há tempo para controlar. O que se escreve impõe calibrar cada palavra, cada frase, cada ideia, cada sentimento. A escrita liberta, mas só depois de se poder articular o pensamento.
E às vezes a convulsão afoga.
Eu fiquei assim desde que recebi a noticia de que nos morreu o Zé Luis!
O golpe é irreparável.
O militante intrépido, o estratega culto, o orador brilhante, o organizador dedicado, o lider integro, o educador político exigente ('nós temos de estar entre os melhores estudantes', 'nós na prisão não falamos!). Mais tarde, o professor devotado, o comentador imperdível, o lutador contra a corrupção.
Ao país fica a fazer uma falta danada este combatente cívico. Ainda por cima num momento de crise profunda, que resulta do abandono da ética, da perversão da justiça e da subordinação da política a interesses económicos imorais. Num momento em que precisavamos, mais do que nunca, de ouvir vozes livres, lúcidas, persistentes, confiantes e positivas, mesmo nas mais demolidoras e sarcásticas críticas.
Vozes como a do Zé Luis Saldanha Sanches!
E realmente, não temos nenhuma outra igual, para nos ajudar a fazer da crise oportunidade.
Resta o conforto de continuarmos a contar com metade dele, a Mizé, fininha e fragilzinha por fora, rocha por dentro, embora escalavrada por esta suprema provação.
Mais forte ainda do que a memória gostosa do amigo, fica-me a luz do heroi que na juventude me marcou para toda a vida.
Sei que falo por toda uma geração: Ousar Lutar, Ousar Vencer!
Ousemos, pois.
Ana Gomes,deputada socialista
Transcrito na integra do seu blog Causa Nossa (post de 29 de Maio de 2010)
Bibi,o farsante
Só nos faltava mesmo mais esta: ver um compungido Bibi, de voz embargada e trejeitos contraídos, a queixar-se de que os rambos atacantes, que desceram de helicóptero sobre os navios turcos, foram - tadinhos - ... agredidos.
Com Bibis como este, para que precisa Israel de inimigos?
Impossível não começar e acabar, hoje, pelo Mediterrâneo: o acto de pirataria cometido por Israel em águas internacionais contra a flotilha de navios turcos que transportava ajuda humanitaria para Gaza abre os noticiarios e provoca manifestações de indignação em todas as latitudes.
Eu não fiquei propriamente surpreendida pela abordagem brutal israelita (recordo as imagens escalavradas de outros navios que Israel impediu de chegar às praias de Gaza), mas esperava uma calibragem mais inteligente em reacção à provocação que a flotilha representava - uma provocação justificável face a essa outra provocação à comunidade internacional que resulta do bloqueio israelita a Gaza (e ainda na semana passada Israel tentou estupidamente impedir uma delegação do PE de se deslocar a Gaza, forçando-a a entrar pelo Egipto).
Evidentemente que partilho a indignação e a condenação geral.
1. Pelos mortos - a esta hora já vão em 19 - e pelos feridos.
2. Pelos palestinianos - o bloqueio que Israel impõe a Gaza não é só desumano, ilegal e uma afronta às Nações Unidas, logo a todos nós: acaba por ser fuel da radicalização do Hamas e "desculpa" para a tirania deste em Gaza.
3. E também pelos israelitas - que parecem condenados a unir inimigos e alienar velhos aliados (agora os turcos, há semanas a Administração Obama), ficando com a sua segurança comprometida e a imagem do seu país deslegitimada pela vertigem machista dos politicos de extrema-direita que puseram no poder.
Excertos (31 de Maio de 2010)
Ana Gomes,deputada socialista, no seu blog Causa Nossa
Com Bibis como este, para que precisa Israel de inimigos?
Impossível não começar e acabar, hoje, pelo Mediterrâneo: o acto de pirataria cometido por Israel em águas internacionais contra a flotilha de navios turcos que transportava ajuda humanitaria para Gaza abre os noticiarios e provoca manifestações de indignação em todas as latitudes.
Eu não fiquei propriamente surpreendida pela abordagem brutal israelita (recordo as imagens escalavradas de outros navios que Israel impediu de chegar às praias de Gaza), mas esperava uma calibragem mais inteligente em reacção à provocação que a flotilha representava - uma provocação justificável face a essa outra provocação à comunidade internacional que resulta do bloqueio israelita a Gaza (e ainda na semana passada Israel tentou estupidamente impedir uma delegação do PE de se deslocar a Gaza, forçando-a a entrar pelo Egipto).
Evidentemente que partilho a indignação e a condenação geral.
1. Pelos mortos - a esta hora já vão em 19 - e pelos feridos.
2. Pelos palestinianos - o bloqueio que Israel impõe a Gaza não é só desumano, ilegal e uma afronta às Nações Unidas, logo a todos nós: acaba por ser fuel da radicalização do Hamas e "desculpa" para a tirania deste em Gaza.
3. E também pelos israelitas - que parecem condenados a unir inimigos e alienar velhos aliados (agora os turcos, há semanas a Administração Obama), ficando com a sua segurança comprometida e a imagem do seu país deslegitimada pela vertigem machista dos politicos de extrema-direita que puseram no poder.
Excertos (31 de Maio de 2010)
Ana Gomes,deputada socialista, no seu blog Causa Nossa
Israel, um Estado isolado.
A Deriva Totalitária
A paranóia colectiva do aniquilamento do povo de Israel transporta este Estado para uma deriva militarista e altamente agressiva . A grande questão é que as acções de Israel ultrapassam largamente o legítimo exercício à sua auto-defesa e combate ao radicalismo islâmico. Na prática, Israel decretou guerra a todos os Palestinianos e empurra todo o mundo árabe contra si.
Para além de violar permanentemente resoluções das Nações Unidas, o bloqueio a Gaza é inumano: Israel diz combater o Hamas, mas, na prática, está a punir colectivamente os 1.5 milhões de pessoas que lá vivem. Pior: o bloqueio, que é feito em nome da auto-defesa de Israel, prejudica os próprios interesses de Israel, pois favorece e promove o extremismo palestiniano e muçulmano, o mesmo extremismo que Israel considera ser uma ameaça existêncial à sua sobrevivência. Como se sabe a Palestina era das sociedades mais laicas do Médio Oriente. Mas Israel, ao longo dos anos tudo tem feito para enfraquecer os moderados: a expansão dos colonatos - que não pode ser considerada uma acção defensiva - continua, o que fragiliza a posição da Autoridade Palestiniana e de todos os que (ainda) privilegiam a negociação. Não é sustentável dizer que todas as acções de Israel são justificadas pela defesa dos seus cidadãos. Não é sério dizer que só se negoceia com aqueles que renunciaram à violência, quando Israel continua a praticá-la, diariamente, de forma impune. A política de expansão dos colonatos não é algo a ser negociado quando a violência islâmica parar; é uma condição sine qua non para que todo e qualquer processo negocial credível possa arrancar. A expansão dos colonatos e a expulsão dos palestinianos das suas terras e o consequente roubo destas, os permanentes racionamentos de água, destruição de casas,cortes de luz diários,controles e barreiras são actos de pura violência e barbárie tão desprezíveis como as bombas e os rockets do Hamas. As consequências suicidas do militarismo Israelita, a cada dia que passa, tornam mais difícil encontrar uma solução política para esta tragédia.
José Luis Ferreira
Dizzy Gillespie : o coração do beebop
O trompetista Dizzy Gillespie surge em meados dos anos 40 essencialmente como um dos simbolos dos virtuosos do jazz que mais tarde se vêm a transformar no movimento do beebop.
Se Charlie Parker foi a alma do bebop, Gillespie foi o seu coração e a sua face publica.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Turquia,Israel,EUA, Brasil - um jogo complicado de lideranças e pressões
O gigante euro-asiático mudou de rumo na última década. Depois de décadas como o mais fiel aliado de Washington no mundo muçulmano, o governo islamita de Erdogan empreendeu uma mudança radical na frente diplomática, colocando em causa as fundações da aliança com os Estados Unidos. A Administração Obama enfrenta agora pressões antagónicas dos países que mais lhe são mais próximos na região: Israel e Turquia. Por outro lado, os turcos têm tomado posições nos últimos tempos que se afastam dos interesses estratégicos dos americanos na região.
Como afirma Stephen Cook na Foreign Affairs, como se diz “frenemy in turkish?”. Membro do Council of Foreign Affaris, Cook escreve sobre o desenvolvimento das relações entre os Estados Unidos e a Turquia, onde os caminhos, apesar de não se terem separado, seguem nos dias de hoje rumos diferentes, e que podem entrar em conflito.
A Turquia pretende desempenhar um novo papel no mundo muçulmano, e o aprofundamento de relações com inimigos dos americanos, como a Síria ou o Irão, podem colocar problemas à relação bilateral. O recente acordo, desprezado por Washington, entre a Turquia, Brasil e Irão, criou problemas à estratégia americana para impedir Teerão de obter armas nucleares. As sanções exigidas pelos americanos ficaram dessa forma mais distantes. E o seu alinhamento ao lado da Síria e do Irão, países que apoiam o Hamas e o Hezbollah, poderá criar fricções com os Estados Unidos, tradicional aliado de Israel. Não por acaso os turcos têm tomado posições que vão contra os interesses de Israel, um país que até há bem pouco tempo era um próximo aliado da Turquia.
Esta semana o ministro dos negócios estrangeiros turco criticou abertamente os Estados Unidos por não terem condenado a actuação israelita. Obama, por já ter criticado duramente Israel no seu mandato, perdeu margem de manobra para o fazer e muito dificilmente o fará nesta questão. Uma boa parte do Partido Democrata e a esmagadora maioria do Partido Republicano apoia o direito de defesa de Israel e vários líderes dos dois partidos já disseram em público que esperam que a Administração se mantenha ao lado de Israel neste assunto. Uma resolução de condenação da ONU a Israel, por exemplo, contará certamente com o veto americano.
Caso exista em breve um novo conflito entre Israel e o Hamas ou Hezbollah, os turcos deverão manter-se ao lados dos inimigos de Israel, ao contrário dos americanos, que darão cobertura diplomática a Telavive. E aí poderá surgir outro momento de tensão entre EUA e Turquia. Obama tentará manter-se a navegar entre estas duas correntes, sem criar rupturas com nenhum dos lados. Mas não tenho dúvidas que se a corda esticar muito, ela acabará por partir para o lado turco.
Publicado no Blogue:"Era uma vez na América" em 2.5.2010
Como afirma Stephen Cook na Foreign Affairs, como se diz “frenemy in turkish?”. Membro do Council of Foreign Affaris, Cook escreve sobre o desenvolvimento das relações entre os Estados Unidos e a Turquia, onde os caminhos, apesar de não se terem separado, seguem nos dias de hoje rumos diferentes, e que podem entrar em conflito.
A Turquia pretende desempenhar um novo papel no mundo muçulmano, e o aprofundamento de relações com inimigos dos americanos, como a Síria ou o Irão, podem colocar problemas à relação bilateral. O recente acordo, desprezado por Washington, entre a Turquia, Brasil e Irão, criou problemas à estratégia americana para impedir Teerão de obter armas nucleares. As sanções exigidas pelos americanos ficaram dessa forma mais distantes. E o seu alinhamento ao lado da Síria e do Irão, países que apoiam o Hamas e o Hezbollah, poderá criar fricções com os Estados Unidos, tradicional aliado de Israel. Não por acaso os turcos têm tomado posições que vão contra os interesses de Israel, um país que até há bem pouco tempo era um próximo aliado da Turquia.
Esta semana o ministro dos negócios estrangeiros turco criticou abertamente os Estados Unidos por não terem condenado a actuação israelita. Obama, por já ter criticado duramente Israel no seu mandato, perdeu margem de manobra para o fazer e muito dificilmente o fará nesta questão. Uma boa parte do Partido Democrata e a esmagadora maioria do Partido Republicano apoia o direito de defesa de Israel e vários líderes dos dois partidos já disseram em público que esperam que a Administração se mantenha ao lado de Israel neste assunto. Uma resolução de condenação da ONU a Israel, por exemplo, contará certamente com o veto americano.
Caso exista em breve um novo conflito entre Israel e o Hamas ou Hezbollah, os turcos deverão manter-se ao lados dos inimigos de Israel, ao contrário dos americanos, que darão cobertura diplomática a Telavive. E aí poderá surgir outro momento de tensão entre EUA e Turquia. Obama tentará manter-se a navegar entre estas duas correntes, sem criar rupturas com nenhum dos lados. Mas não tenho dúvidas que se a corda esticar muito, ela acabará por partir para o lado turco.
Publicado no Blogue:"Era uma vez na América" em 2.5.2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O ex-Presidente da Republica Dr.Mário Soares faz o diagnóstico da situação politico-económica portuguesa e europeia
Alertas à Europa (excertos)O eminente filósofo e pensador alemão Jürgen Habermas escreveu no Die Zeit um "apelo à salvação da Europa", que foi traduzido no Courrier International (edição francesa), onde o li. Impressionou-me pela sua frontalidade nas críticas à sua compatriota a chanceler Angela Merkel, e à mediocridade dos actuais dirigentes europeus. Cita, aliás, uma frase de Durão Barroso, que é sintomática da situação que vivemos: "Se os Estados não querem uma união económica,então será melhor esquecer a União Monetária".
Helmut Schmidt e Valéry Giscard d'Estaing publicaram, na última semana, um apelo conjunto para "salvar o euro", respectivamente, no Die Zeit e no Le Point. Com a autoridade que lhes assiste, por terem sido dois europeístas convictos, que tanto fizeram para que o projecto europeu avançasse, enquanto governaram. Puxar pela cidadania europeia
Talvez os cidadãos europeus compreendam isto, se organizem e venham a pressionar os Estados para que avancem.
Os eurocratas e os actuais dirigentes europeus, apegados ao statu quo, parece difícil que tenham coragem para tanto. Mas se houver um movimento de opinião europeia nesse sentido, quem sabe, se ajudados pela angústia da crise, não se resolverão a marchar nesse sentido? Ora, a Europa da Zona Euro é uma Europa a 16.
O Reino Unido está fora disso e a actual coligação que o governa já declarou que nos próximos cinco anos a adesão ao euro está fora de questão. Aliás, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, agora nomeado, é um antieuropeísta militante...
Nesse apelo constatam que os Estados da União estão hoje divididos em três grupos: "a Grã-Bretanha, que é um caso à parte", com a qual não se deve contar; os Estados membros da União Europeia, que "preferem a cultura do antigo Mercado Comum e nunca manifestaram intenção de participar na defesa do euro"; e o grupo dos Estados da Zona Euro, a que chamam, curiosamente, a Euro-Europa. Por isso, dizem: "É a esses Estados que compete realizar as reformas acordadas no Conselho de 7 de Maio último. Entre as quais, a concertação das políticas orçamentais, que passará pela apresentação de um projecto, de cada Estado nacional, ao Conselho da Zona Euro, antes da respectiva discussão parlamentar." E ainda, "um calendário realista das reduções dos défices (...), de medidas visando a regulação dos mercados financeiros e da luta contra a especulação". Apesar do economista Stiglitz afirmar que não basta reduzir os défices, é preciso também criar novos empregos.
Acrescentam que Merkel e Sarkozy devem garantir, em conjunto, a segurança do euro, porque "têm um dever de intimidade entre eles". Foram, realmente, o motor da integração europeia, com parelhas de líderes históricos, como: De Gaulle e Adenauer; Helmut Schmidt e Valéry Giscard d'Estaing; Kohl e Mitterrand; e mesmo Schröeder e Chirac. O apelo dirige--se, pois, aos actuais. Não se trata, portanto, apenas de salvar o euro mas de dar um novo impulso à construção europeia, para que possa continuar a ser a segunda potência monetária e económica do mundo e, simultaneamente, uma terra de liberdade, de justiça social e de maior bem-estar das populações, com a capacidade para desempenhar um papel relevante na cena internacional, em aliança, obviamente, com a América do humanista Barack Obama. Mas, atenção, essa Europa, cujo motor é a dupla franco-alemã, tem 14 outros membros, com voz própria, unidos na igualdade e na solidariedade.
Será que os portugueses - e não excluo, com honrosas excepções, os políticos, os sindicalistas, os empresários, as mulheres e os homens de cultura e de negócios - têm consciência da confusão em que se encontra a União Europeia? E, ao mesmo tempo, das oportunidades que se lhes podem abrir ou não, se souberem superar a crise com que todos estão confrontados? Acredito que não. Mas a verdade é que não se lhes têm explicado, com verdade e sentido pedagógico, a situação de grande complexidade e hesitação, em que a União Europeia se encontra. Nem os Partidos - do Governo e da oposição - nem os sindicatos, nem a nossa tristíssima comunicação social, que só se ocupa - de novo, com honrosas excepções - de futebol, da intriga política, das desgraças, que todos os dias ocorrem, dos fait divers, da violência...
É verdade que não tem sido explicado, suficientemente, ao eleitorado em geral, o que está em jogo, no momento de crise que vivemos. Essa pedagogia faz falta e precisava de ser feita principalmente pelo Governo. Porque devia ter explicado qual a visão portuguesa do que queremos que a União Europeia venha a ser e de como devemos lutar para que o seja. Não o fez, até agora, com clarezaOs portugueses estão descontentes
Talvez mais do isso: estão inseguros quanto ao seu futuro, zangados e a deixar-se invadir pelo pessimismo. De novo a comunicação social tem culpas no cartório. Tem alguns profetas da des- graça de serviço, comentadores amargos e frustrados que, todos os dias, aparecem nas televisões a descarregar uma bílis contagiante sobre os telespectadores.
É preciso reagir. Tendo em conta, obviamente, que a situação actual é muito difícil. E que a crise está a afectar duramente muitos portugueses, nas suas vidas de todos os dias. E pior: está a atingir os mais desfavorecidos, os pobres, os desempregados, os velhos, com pensões de miséria, os imigrantes marginalizados, os jovens, saídos aos milhares das universidades, que são obrigados a ir para o estrangeiro ou a aceitar empregos menores. Mas também as classes médias baixas, a chamada "pobreza envergonhada", os pequenos comerciantes, arruinados pelas "grandes superfícies", os pequenos industriais, sem sucesso.
Ao mesmo tempo, os poderosos não são tocados. A impunidade reina, no que respeita ao despesismo do Governo central, órgãos de soberania, partidos, assessores e conselheiros e tudo o que vive e prospera à custa do Estado, das regiões autónomas, das autarquias e das empresas públicas e semipúblicas. Em 2009, muitos especuladores continuaram a enviar, tranquilamente, os seus capitais a render para os "paraísos fiscais", como se sabe ninguém lhes tocou, embora sejam responsáveis, em parte, pelo agravamento da crise. Sem que houvesse qualquer intervenção dos poderes públicos. Os arguidos de crimes de especulação continuam impunes. E a ostentação das riquezas, nas grandes cidades, parece imparável, ao mesmo tempo que se pede aos restantes portugueses sacrifícios muito duros e que apertem os cintos...
Assim se tem criado um sentimento difuso de injustiça, que gera, naturalmente, revoltas, as quais, numa sociedade livre como a nossa, se expressam - e ainda bem - através da opinião pública e nas ruas, de diversas formas legais e não violentas. O Governo deve ouvir as queixas e dar-lhes satisfação, na medida do possível, sob pena de as manifestações se tornarem violentas, como na Grécia. Atenção! As últimas sondagens exprimem um crescente descontentamento relativamente ao Governo e ao Partido que o apoia. Seria grave que à erosão financeira e económica, de que ainda não saímos, se juntasse uma crise política, que viria complicar tudo, sem nada resolver...
Por isso, saudei o acordo entre os dois líderes dos maiores partidos portugueses - PS e PSD - que fez subir as bolsas e desanuviou o clima de pressão e de guerrilha política em que estávamos a cair. É preciso, com bom senso e prudência, mantê-lo e mesmo desenvolvê-lo.
Uma opção tardia e infeliz.
Mário Soares (ex-Presidente da República)
terça-feira, 1 de junho de 2010
Clint Eastwood faz 80 anos
Considerado um dos maiores cineastas da atualidade, Elias Clinton Eastwood,Jr. completou 80 anos ontem 31Maio. Ícone do cinema dos anos 60, 70, 80, 90 e 2000, o ator, diretor e produtor passeou por vários gêneros (western, drama, policial, guerra, romance), tendo sempre como destaque um trabalho sério e cuidadoso. A cara quase sempre fechada e as falas carregadas de mau humor dos seus personagens, no entanto, não escondem outra característica que torna Eastwood um diretor genial: a sensibilidade.
Galardoado por quatro vezes pela Academia de Hollywood nas categorias de melhor director e melhor filme por "Unforgiven" e "Million Dollar Baby", Eastwood realiza e interpreta também um dos seus ultimos filmes:"Gran Torino"
Clint Eastwood nasceu em São Francisco (Califórnia), filho de Margaret Ruth e Clinton Eastwood , um opeário metalúrgico. De ascendência escocesa, inglesa, alemã e irlandesa, a sua família era de classe média e protestante.Trabalhou em várias profissões, por toda a costa oeste norte-americana. Durante a adolescência, morou em Piedmont, uma pequena cidade californiana, e em 1949 realizou o sonho de se formar na Universidade de Oakland. Após terminar a faculdade trabalhou como empregado num posto de gasolina, foi bombeiro e tocou piano num bar de Oakland.Foi convocado para o exército em 1950, mas o seu avião caiu em São Francisco. Escapou gravemente ferido e ficou por meio ano prestando depoimentos para a investigação da causa da queda. Este acidente fez com que não fosse para a Guerra da Coréia.
Fanático por jazz e exímio pianista, o diretor, que nasceu em São Francisco, Califórnia, insere sempre que possível o jazz nos eus filmes, que contam também com sua colaboração como compositor. Ao todo, Eastwood já dirigiu 33 filmes
Mesmo depois de ter declarado que não iria comemorar seus 80 anos e que não queria presentes, o cineasta ganhou uma homenagem da Warner Bros., da qual é contratado desde 1975. A empresa lançou, nos Estados Unidos, a coleção Clint Eastwood, com 35 filmes em que ele trabalhou como diretor e/ou ator.
Galardoado por quatro vezes pela Academia de Hollywood nas categorias de melhor director e melhor filme por "Unforgiven" e "Million Dollar Baby", Eastwood realiza e interpreta também um dos seus ultimos filmes:"Gran Torino"
Clint Eastwood nasceu em São Francisco (Califórnia), filho de Margaret Ruth e Clinton Eastwood , um opeário metalúrgico. De ascendência escocesa, inglesa, alemã e irlandesa, a sua família era de classe média e protestante.Trabalhou em várias profissões, por toda a costa oeste norte-americana. Durante a adolescência, morou em Piedmont, uma pequena cidade californiana, e em 1949 realizou o sonho de se formar na Universidade de Oakland. Após terminar a faculdade trabalhou como empregado num posto de gasolina, foi bombeiro e tocou piano num bar de Oakland.Foi convocado para o exército em 1950, mas o seu avião caiu em São Francisco. Escapou gravemente ferido e ficou por meio ano prestando depoimentos para a investigação da causa da queda. Este acidente fez com que não fosse para a Guerra da Coréia.
Fanático por jazz e exímio pianista, o diretor, que nasceu em São Francisco, Califórnia, insere sempre que possível o jazz nos eus filmes, que contam também com sua colaboração como compositor. Ao todo, Eastwood já dirigiu 33 filmes
Mesmo depois de ter declarado que não iria comemorar seus 80 anos e que não queria presentes, o cineasta ganhou uma homenagem da Warner Bros., da qual é contratado desde 1975. A empresa lançou, nos Estados Unidos, a coleção Clint Eastwood, com 35 filmes em que ele trabalhou como diretor e/ou ator.
Palavras sábias
«Quando um governo está financeiramente dependente dos banqueiros, estes e não os chefes do governo controlam a situação, porque a mão que dá, está acima da mão que recebe. O dinheiro não tem pátria; os financistas não têm patriotismo nem decência; o seu único objectivo é o lucro.»
Napoleão Bonaparte
Nota: em portugal assiste-se a uma situação caricata, que faz o cidadão comum interrogar-se: porque é que os BANCOS só pagam 13% de IRC, quando todas as outras empresas pagam 25%? Porque é que estes cavalheiros banqueiros, previligiados e eleitos pela mão divina estão acima de tudo e de todos?
Napoleão Bonaparte
Nota: em portugal assiste-se a uma situação caricata, que faz o cidadão comum interrogar-se: porque é que os BANCOS só pagam 13% de IRC, quando todas as outras empresas pagam 25%? Porque é que estes cavalheiros banqueiros, previligiados e eleitos pela mão divina estão acima de tudo e de todos?
domingo, 30 de maio de 2010
"Os meus Livros": poema de Jorge Luis Borges
Os Meus Livros
Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.
Lançamento do IPad em Londres
A boa publicidade:
08:00 : Regent Street, em Londres. Centenas de clientes, fotógrafos, jornalistas, pessoal de segurança, policias e curiosos. Uma multidão na loja da Apple no Reino Unido. Campanha emblemática como parte do lançamento britânico do IPAD.
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Crónica do Amor, por Arnaldo Jabor
Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim,ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor ( cineasta e cronista brasileiro)
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim,ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor ( cineasta e cronista brasileiro)
Morreu Gary Coleman (Fev1968/Maio2010)

Gary Coleman, popular actor americano que se tornou famoso nos finais dos anos 70 pelo papel na série "Different Strokes",morreu num hospital em Salt Lake City aos 42 anos, devido a um derrame cerebral provocado pela queda de uma escada em sua casa. Media 1,42 devido a uma disfunção renal que o impediu de crescer.Fez dois transplantes de rins.Era casado com a actriz Shannon Price de 25 anos,mas estavam actualmente em processo de divórcio. .
Falhou a operação "Top Kill"
A tentativa da BP de tentar estancar o fluxo de petróleo envolvendo com cimento e lama a saída do fosso resultou infrutifera.Segue-se nova opção. O derrame dura há 40 dias.
Bill Cosby e a sua "Cos of Good Music"
O jazz no seu estado maduro
Bil Cosby,comediante, produtor de televesião, aficccionado de jazz e baterista amador traz a sua banda a "Cos of Good Music" à 32ª edição de "Playboy Jazz Festival" que terá lugar em 12 e 13 de Junho no Hollywood Bowl em Los Angeles.
sábado, 29 de maio de 2010
Morreu Dennis Hopper
Dennis Hopper o histórico actor de "Easy Rider" onde contracenou com Peter Fonda e Jack Nicholson, sobre a geração Woodstock, e outros filmes como "Apocalipse Now" onde representa o fotógrafo ou "Rebels Without a Cause" em que trabalhou com James Dean morreu esta noite na sua casa em Los Angeles aos 74 anos.domingo, 23 de maio de 2010
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